
O mercado de trabalho brasileiro encerrou 2025 com números históricos. A taxa de desocupação no trimestre encerrado em dezembro atingiu 5,1%, o menor patamar já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). No acumulado do ano, a taxa anual de desocupação ficou em 5,6%, também um recorde, com 103 milhões de pessoas ocupadas.
Além da queda no desemprego, 2025 foi marcado por um aumento expressivo na renda média mensal do trabalhador, que alcançou R$ 3.560, representando um crescimento de 5,7% em relação ao ano anterior. O número de pessoas com carteira assinada também atingiu um novo pico, com 38,9 milhões de brasileiros formalizados, um acréscimo de 1 milhão de postos de trabalho em comparação com 2024.
Mercado de Trabalho em 2025: Destaques e Análises
Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30) revelam uma trajetória de melhora contínua no cenário ocupacional. A taxa anual de informalidade apresentou uma leve queda, passando de 39% em 2024 para 38,1% em 2025. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa, esse percentual, embora ainda relevante, reflete características estruturais do mercado brasileiro, com forte participação de trabalhadores em setores como comércio e serviços.
A evolução da taxa de desocupação nos últimos anos demonstra uma recuperação significativa após os picos registrados durante a pandemia de COVID-19. Em 2020 e 2021, as taxas anuais ultrapassaram os 13%, mas a partir de 2022, iniciou-se um movimento de queda consistente, culminando nos 5,6% de 2025.
Fatores por Trás da Trajetória Positiva
Adriana Beringuy atribui a melhora do mercado de trabalho em 2023 e 2024 a uma política econômica que favoreceu o consumo das famílias e, subsequentemente, ao aumento da qualidade dos vínculos de emprego em 2024. A expansão da carteira de trabalho, segundo ela, contribuiu diretamente para a formalização e o consequente aumento da renda média.
Entendendo a Pnad Contínua
A Pnad Contínua, realizada pelo IBGE, abrange pessoas com 14 anos ou mais e considera todas as formas de ocupação, incluindo trabalhos com e sem carteira assinada, temporários e por conta própria. Para ser classificada como desocupada, a pessoa precisa ter procurado ativamente por uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa. A pesquisa abrange 211 mil domicílios em todo o território nacional.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, complementa os dados da Pnad ao focar especificamente em empregos com carteira assinada. Em dezembro de 2025, o Caged registrou um saldo negativo de 618 mil vagas formais, porém, no acumulado do ano, o balanço foi positivo em quase 1,28 milhão de postos com carteira assinada.
Com informações da Agência Brasil


