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terça-feira, 28 de julho de 2026

IR zero para quem ganha até R$ 5 mil vale nos salários pagos este mês

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"title": "IR zero para quem ganha até R$ 5 mil: veja quem se beneficia a partir de fevereiro",
"subtitle": "Mudanças na tabela do Imposto de Renda já impactam salários pagos neste mês. Entenda as novas regras e quem tem direito à isenção ou redução.",
"content_html": "<p>A nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 já começa a ter seus efeitos sentidos nos contracheques de trabalhadores que recebem até R$ 5 mil brutos mensais. A partir de fevereiro, esses assalariados estarão totalmente isentos do IRPF. Para aqueles com renda mensal de até R$ 7.350, haverá uma redução gradual do imposto retido na fonte.</p><p>As alterações, que passaram a valer para os salários pagos desde janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro, são esperadas para beneficiar cerca de 16 milhões de pessoas, segundo estimativas do Ministério da Fazenda.</p><p>O pedreiro Genival Gil, 49 anos, do Distrito Federal, com salário de pouco mais de R$ 2,7 mil, aguarda o contracheque para conferir o valor que antes ia para os cofres da União e agora ficará em sua conta. "Vai ajudar a pagar umas contas a mais da casa", planeja Genival, que mora de aluguel.</p><h2>Quem está isento ou terá redução?</h2><p>Com a nova regra, ficam totalmente isentos do IRPF, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil:</p><ul><li>Trabalhadores com carteira assinada</li><li>Servidores públicos</li><li>Aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios</li></ul><p>A regra também se aplica ao décimo terceiro salário. Rendimentos acima de R$ 7.350 continuam seguindo a tabela progressiva de descontos do IR atual, que chega a 27,5%.</p><p>O jardineiro Arnaldo Manuel Nunes, 55 anos, com salário de R$ 2.574, considera a medida boa para o orçamento doméstico. "Mal dá para o cara se manter. Mas vou gastar com [as contas de] água e luz, que estão um absurdo."</p><h2>Desconhecimento sobre as novas regras</h2><p>Apesar dos benefícios, muitos trabalhadores ainda desconhecem as mudanças. A atendente de caixa Renata Correa, com salário de R$ 1.620, surpreendeu-se com a notícia da isenção e planeja economizar o valor. "Vou fazer uma rendinha extra e deixá-la guardadinha para poder chegar ao fim do ano ou usar em datas especiais. Até mesmo usar em uma emergência."</p><p>Renata prometeu avisar os colegas sobre a novidade e ficará atenta ao contracheque para garantir que tudo esteja correto.</p><h2>Isenção e redução são automáticas</h2><p>Adriano Marrocos, integrante do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), tranquiliza os trabalhadores, informando que a isenção para quem recebe até R$ 5 mil e os descontos graduais para quem ganha entre R$ 5.001 e R$ 7.350 são automáticos. "Quem tem emprego, não precisa se preocupar, pois os cálculos são automáticos nos programas que geram as folhas de pagamento."</p><p>A cozinheira Elisabete Silva Ribeiro dos Santos, 48 anos, que ganha cerca de R$ 1,7 mil por mês, sentiu falta de uma comunicação mais clara por parte do empregador sobre a isenção. "Eu acho excelente, mas vamos ver se vai valer mesmo!"</p><p>Para Marrocos, a comunicação por parte dos empregadores é fundamental. "Em relação aos empregados, a sugestão é o envio de um texto explicando as mudanças e que não se trata de aumento de salário, mas de redução de imposto."</p><p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou em suas redes sociais: "Está valendo: quem ganha até R$ 5 mil agora tem Imposto de Renda ZERO. E quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 está pagando menos imposto. É mais dinheiro para cuidar da família, organizar a vida e viver melhor. Isso é justiça tributária, e ela está chegando para milhões de brasileiros e brasileiras".</p><h2>De onde vem o dinheiro?</h2><p>A renúncia fiscal, estimada em R$ 25,4 bilhões, será compensada com o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), que afeta quem está no topo da pirâmide econômica. A regra, válida desde 1º de janeiro, aplica-se a quem tem:</p><ul><li>Renda mensal de acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil/ano), com alíquota progressiva de até 10%.</li><li>Renda acima de R$ 1,2 milhão/ano, com alíquota mínima efetiva de 10%.</li></ul><p>Cerca de 141 mil contribuintes devem ser afetados por essa nova tributação sobre alta renda.</p><p>O gerente de loja Pedro Henrique Mendonça Marques, 23 anos, que recebe cerca de R$ 2,3 mil, considera a medida uma justiça tributária. "É legal porque, nesses casos, vai taxar os que recebem mais. Eles pagam mais, E quem recebe menos, paga menos. Essa é a lógica." Ele planeja usar o valor extra para aumentar sua contribuição nas despesas da casa e, quem sabe, sair da casa da mãe.</p><h2>Declaração de IR em 2026 e 2027</h2><p>A correção da tabela do IRPF impactará a declaração anual a ser entregue em maio de 2027, referente aos rendimentos de 2026. Para a declaração a ser entregue em maio deste ano, nada muda.</p><p>As principais deduções do IR permanecem inalteradas:</p><ul><li>Dependentes: R$ 189,59 por mês.</li><li>Desconto simplificado mensal: até R$ 607,20.</li><li>Despesas com educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano.</li><li>Declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640.</li></ul><p>Para quem tem mais de uma fonte de renda, mesmo que cada uma isoladamente seja inferior a R$ 5 mil, será necessário complementar o imposto na declaração anual. A dica para evitar erros é observar o Informe de Rendimentos fornecido pelas empresas e conferir os dados na declaração pré-preenchida pela Receita Federal.</p><p style="text-align:center"><em>Com informações da Agência Brasil</em></p>"
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