
A partir desta segunda-feira, o novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago, representando um reajuste de 6,79% em relação ao valor anterior. A mudança afeta diretamente a vida de 61,9 milhões de brasileiros, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), e tem potencial para injetar R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026.
O governo estima um impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, considerando o reajuste e a isenção do Imposto de Renda (IR). No entanto, este aumento também representa um custo adicional para a Previdência Social, estimado em R$ 39,1 bilhões.
Benefícios e contribuições impactados pelo novo piso
Além de reajustar a remuneração dos trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor de R$ 1.621 serve como base para uma série de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas. Isso inclui aposentadorias e pensões do INSS, seguro-desemprego e salário-família.
INSS: reajustes e teto
- Benefícios com valor igual ao salário mínimo terão reajuste integral de 6,79%, passando para R$ 1.621.
- Benefícios com valor acima do piso terão reajuste de 3,90%, com base no INPC de 2025.
- O teto do INSS foi reajustado para R$ 8.475,55.
Contribuições ao INSS (CLT)
- Até R$ 1.621: 7,5%
- De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
- De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
- De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%
Autônomos, facultativos e MEI
- Plano normal (20%): R$ 324,20
- Plano simplificado (11%): R$ 178,31
- Baixa renda (5%): R$ 81,05
- MEI (5%): R$ 81,05
Seguro-desemprego
- Reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro.
- A parcela mínima agora é de R$ 1.621.
- A parcela máxima é de R$ 2.518,65.
- O valor final varia conforme o salário médio dos últimos meses.
Salário-família
- O valor por dependente é de R$ 67,54.
- O benefício é pago a quem recebe até R$ 1.980,38 mensais.
Com informações da Agência Brasil


