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segunda-feira, 27 de julho de 2026

PF investiga R$ 400 milhões investidos em banco liquidado pela previdência do Amapá

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (5), a Operação Zona Cinzenta, cumprindo quatro mandados de busca e apreensão em Macapá (AP). A ação visa investigar a aplicação de R$ 400 milhões do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP) no Banco Master, instituição financeira que foi liquidada pelo Banco Central no ano passado.

A investigação concentra-se em apurar possíveis irregularidades cometidas por gestores da autarquia estadual Amapá Previdência (Amprev), unidade gestora estadual. Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara de Justiça Federal.

Investigação apura gestão temerária e fraudulenta

O foco da Operação Zona Cinzenta é identificar os motivos que levaram à aprovação e execução desses investimentos em uma operação considerada de risco. Há suspeitas de crimes de gestão temerária e de gestão fraudulenta.

Amprev afirma que recursos dos segurados estão protegidos

Segundo a Amprev, o sistema previdenciário estadual atende a cerca de 30 mil segurados ativos e 2.100 beneficiários civis e militares, entre aposentados e pensionistas. Em nota oficial, a autarquia assegurou que os recursos dos segurados estão protegidos.

O documento, assinado pelo presidente da Amprev, Jocildo Lemos, destacou que a 2ª Vara de Fazenda Pública de Macapá autorizou o Estado e a Amprev a reterem os valores de empréstimos consignados que seriam repassados ao Banco Master. Esses recursos serão provisionados em conta específica no Banco do Brasil, sob fiscalização do Judiciário, até o julgamento final do processo.

A Amprev informou ainda que a decisão judicial também proibiu o Banco Master de realizar qualquer cobrança contra servidores, aposentados e pensionistas que possuem empréstimos consignados. Os valores retidos permanecerão depositados em instituição financeira idônea, com prestação de contas ao Judiciário a cada 90 dias.

Com informações da Agência Brasil