
A Justiça determinou a paralisação das atividades da Vale em duas minas localizadas no Complexo de Fábrica, entre os municípios de Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais. A decisão atende a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) após um vazamento de 263 mil metros cúbicos de água turva contendo minério e outros materiais do processo de beneficiamento mineral.
Segundo o MPMG, houve uma falha no sistema de drenagem do reservatório da mina. O órgão também acusa a Vale de ter demorado dez horas para comunicar o vazamento às autoridades, o que teria dificultado a ação da Defesa Civil.
O material vazado atingiu uma área de outra mineradora, a CSN, causando danos materiais. Posteriormente, a lama chegou ao rio Goiabeiras, que atravessa parte da área urbana de Congonhas, antes de desaguar no rio Maranhão. Este, por sua vez, é afluente do rio Paraopeba, o mesmo que foi atingido pelo rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho em 2019.
Em paralelo, o Ministério Público Federal (MPF) também acionou a Justiça e solicitou o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão da Vale para garantir a reparação dos danos ambientais e materiais causados.
Posicionamento da Vale
Em nota, a Vale informou que já havia paralisado as atividades nas minas de Fábrica e Viga, onde ocorreram os vazamentos. A empresa declarou que a prefeitura de Congonhas suspendeu os alvarás de funcionamento das minas envolvidas.
A companhia reiterou seu compromisso com a segurança e esclareceu que suas barragens na região permanecem estáveis e seguras, sendo monitoradas continuamente. A Vale afirmou que colaborará integralmente com as autoridades competentes.
Com informações da Agência Brasil


