
Em um dia de forte euforia nos mercados, o dólar comercial fechou a sessão desta segunda-feira (9) a R$ 5,188, marcando o menor valor em 21 meses e acumulando uma queda de 5,47% em 2026. Paralelamente, a bolsa de valores brasileira, representada pelo Ibovespa, atingiu um novo recorde histórico, superando os 186 mil pontos e registrando uma alta de 1,8% no dia.
A cotação do dólar operou em baixa durante toda a sessão, chegando a R$ 5,17 por volta das 13h. A moeda estadunidense não atingia este patamar desde 28 de maio de 2024, quando era negociada a R$ 5,15. A última vez que o Ibovespa havia batido um recorde foi no dia 3, e a bolsa acumula uma valorização de 15,69% no ano.
Fatores internacionais impulsionam queda do dólar
A desvalorização da moeda americana frente ao real foi influenciada por um cenário internacional favorável. Dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, divulgados na semana passada, vieram abaixo do esperado, aumentando as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) possa reduzir as taxas de juros. Além disso, a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, contribuiu para a queda do dólar em relação ao iene.
China e diversificação de reservas pressionam dólar
O principal fator, contudo, que impactou o mercado foi a recomendação do governo chinês para que bancos privados reduzam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Sendo a China a maior detentora de papéis americanos, essa decisão sinaliza uma estratégia de diversificação de suas reservas internacionais, o que tende a pressionar a moeda dos EUA globalmente.
Mercados emergentes em alta
A combinação desses fatores resultou não apenas na queda do dólar, mas também em uma valorização de outras moedas de países emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno. Esse ambiente mais favorável aos mercados emergentes, observado desde o início do ano, sugere uma continuidade de benefícios para o câmbio brasileiro nos próximos meses.
O Ibovespa foi impulsionado principalmente pelas ações de setores com maior peso no índice, como bancos, petroleiras e mineradoras.
Com informações da Reuters

