25.9 C
Manaus
segunda-feira, 27 de julho de 2026

Governador Wilson Lima alinha ações estratégicas para enfrentamento à cheia de 2026 no Amazonas

O governador Wilson Lima comandou, nesta segunda-feira (09/02), a primeira reunião de 2026 do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais. O encontro reuniu secretarias estaduais e órgãos de proteção e defesa civil para alinhar ações de prevenção e pronta-resposta à cheia dos rios no Amazonas, com o objetivo de garantir rapidez no atendimento às comunidades ribeirinhas, agricultores e municípios mais isolados.

A prioridade é antecipar medidas de apoio humanitário e estruturar a resposta antes do pico da enchente, buscando reduzir impactos sociais, econômicos e de saúde pública. “Alguns municípios já começam a decretar situação de emergência e a gente reúne o nosso comitê para se antecipar e tomar providências em áreas estratégicas, como ajuda humanitária com distribuição de cestas básicas, kits de higiene e limpeza, além do reforço na saúde, com envio de insumos para prevenir e combater doenças comuns nesse período”, destacou o governador.

O monitoramento hidrológico indica que as nove calhas de rios já estão em processo de enchente, com previsão de chuvas acima da média, especialmente nas regiões oeste e centro-sul do Amazonas. A estimativa é de impacto direto em 35 municípios, afetando cerca de 173 mil famílias e mais de 690 mil pessoas.

Atualmente, Eirunepé está em situação de emergência. Outros 11 municípios estão em alerta: Boca do Acre, Canutama, Carauari, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Pauini e Tapauá. Treze municípios permanecem em atenção, com acompanhamento contínuo: Amaturá, Apuí, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Fonte Boa, Humaitá, Jutaí, Maraã, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tefé e Tonantins.

Ação Integrada para Mitigar Riscos

Segundo o secretário da Defesa Civil do Amazonas, Francisco Máximo, o pico da cheia nos rios Juruá e Purus pode ocorrer de forma antecipada, nas próximas semanas. Isso exige mobilização imediata do Estado para garantir abastecimento, transporte, atendimento de saúde e assistência às comunidades isoladas.

“Considerando a necessidade de garantir os serviços essenciais, todas as ações preparatórias e mitigadoras, como energia, água, telecomunicações e internet, são realizadas com antecedência. Nessas reuniões, compartilhamos os prognósticos para que todos os entes tenham acesso às informações e possam adotar as medidas necessárias, permitindo um enfrentamento organizado”, afirmou o secretário.

As medidas previstas incluem o envio de cestas básicas, água potável, caixas d’água e purificadores do programa Água Boa, kits de higiene e limpeza, medicamentos, além da compra de alimentos da agricultura familiar para reforçar a segurança alimentar.

A área da saúde reforçou o plano de contingência com distribuição de kits de medicamentos específicos para o período de cheia, abastecimento de vacinas e soros, e monitoramento diário de doenças de veiculação hídrica. O Barco Hospital São João XXIII será direcionado aos municípios prioritários.

Na educação, o Estado se organiza para garantir alternativas pedagógicas, como o programa Aula em Casa, com videoaulas por meio do Centro de Mídias de Educação do Amazonas (Cemeam), caso escolas sejam afetadas. As equipes também acompanham impactos no transporte escolar e no fornecimento de merenda, por meio do programa Merenda em Casa.

O Corpo de Bombeiros intensificou a Operação Inverno Amazônico, com reforço de equipes para possíveis ocorrências de deslizamentos e erosões de margens. Órgãos ambientais e do setor primário monitoram perdas na produção rural e orientam agricultores.

Com o alinhamento das ações, o Governo do Amazonas busca garantir resposta rápida e coordenada, minimizando prejuízos à mobilidade, ao abastecimento, à produção rural e à qualidade de vida das populações mais vulneráveis durante o período de cheia.

Com informações da assessoria