
Mais de 30 mil sessões terapêuticas foram realizadas desde a implantação dos Centros de Atenção Integral à Criança com Transtorno do Espectro Autista (Caics TEA) pelo Governo do Amazonas, em abril do ano passado. As unidades, que oferecem atendimento especializado, gratuito e baseado em evidências científicas, estão revolucionando a rotina de crianças autistas em Manaus.
As unidades José Contente (zona leste) e Gilson Moreira (zona norte) acompanham continuamente mais de 500 crianças, com terapias individualizadas focadas no desenvolvimento da autonomia, comunicação e socialização. Integrados à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), os Caics TEA contam com equipes multiprofissionais que criam planos terapêuticos personalizados, considerando as necessidades e potencialidades de cada criança.
A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, destacou o atendimento exclusivo como um marco para a rede de saúde do Amazonas, promovendo equidade e ampliação do cuidado especializado no SUS.
As ações são fruto de uma parceria entre o Governo do Amazonas e a Rede Teia Agir, especializada em serviços terapêuticos para pessoas com TEA, com atuação também em Goiás e São Paulo. Nos Caics TEA, cada criança recebe um plano terapêutico com sessões que combinam intervenções estruturadas e atividades funcionais.
Danielle Jaques, diretora-geral da Rede Teia Agir, explicou que as terapias estimulam diversas habilidades, e que os ambientes são planejados com salas multissensoriais, áreas de estimulação psicomotora e espaços lúdicos para favorecer a aprendizagem e a regulação emocional.
Evolução e inclusão através das terapias
“Mais do que números, as mais de 30 mil sessões representam histórias de evolução, autonomia e inclusão. Nosso papel é garantir que cada criança seja vista em sua singularidade, com um atendimento ético, humanizado e cientificamente embasado”, afirmou Danielle Jaques.
Apoio às famílias e resultados práticos
Além do atendimento clínico, os Caics TEA realizam orientação parental, fortalecendo o vínculo familiar e a continuidade dos estímulos em casa. Jhessy Albuquerque, mãe de Abraão, de quatro anos, relatou a transformação na vida do filho: “Ele era uma criança muito fechada. Com as terapias, passou a se desenvolver com mais independência. Eu não teria condições de custear essas terapias, e o atendimento gratuito possibilita que meu filho tenha mais autonomia e conviva melhor em sociedade”.
O psicólogo Victor Farias, que acompanha Abraão, detalhou o uso de estratégias como jogos terapêuticos para trabalhar a frustração e jogos de tabuleiro para ensinar a esperar a vez, habilidades que Abraão já demonstra ter conquistado, refletindo positivamente em casa e na escola.
Com informações da assessoria


