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domingo, 26 de julho de 2026

Toffoli admite sociedade em resort, mas nega pagamentos de Daniel Vorcaro

O ministro Dias Toffoli admitiu ter tido participação societária em um resort, mas negou veementemente ter recebido quaisquer valores do empresário Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal. A declaração surge em meio a questionamentos sobre a atuação de Toffoli em um inquérito envolvendo Vorcaro.

Participação no resort Tayaya

Segundo informações divulgadas pelo gabinete do ministro, a empresa Maridt, da qual Toffoli detinha participação, vendeu sua cota no resort Tayaya em duas etapas. A primeira venda ocorreu em setembro de 2021 para um fundo chamado Arllen, e a segunda em fevereiro de 2025 para a PHD Holding. O gabinete assegura que todas as transações foram devidamente declaradas à Receita Federal.

Inquérito sobre o caso Master

O gabinete de Toffoli ressaltou que o inquérito sobre o caso Master chegou à sua mesa em novembro do ano passado, período em que a Maridt já não possuía mais participação no resort Tayaya. O ministro classificou as alegações como “ilações” e questionou a legitimidade da Polícia Federal em pedir a sua suspeição.

Relação com Vorcaro

Em sua manifestação, Toffoli declarou que “jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro”. Ele também reiterou que “jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”.

Relatório da PF e polêmicas anteriores

O relatório da Polícia Federal que levantou a possível suspeição de Toffoli no caso Master foi entregue ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, em 9 de fevereiro. O relatório mencionava citações a Toffoli em conversas entre Vorcaro e seu cunhado, Fábio Zettel, relacionadas ao resort Tayaya.

Toffoli tem enfrentado pressão e questionamentos desde que veio à tona uma viagem sua em um jatinho particular na companhia do advogado de um dos investigados. Decisões consideradas atípicas em casos sob sua relatoria também geraram controvérsias, como a determinação inicial de que provas da Operação Compliance Zero fossem enviadas diretamente ao STF.

Com informações da Agência Brasil