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domingo, 26 de julho de 2026

Operação contra grupo ligado ao PCC prende dois em SP e SC e desbarata esquema de R$ 1,1 bilhão

Uma operação policial deflagrada em São Paulo e Santa Catarina resultou na prisão de duas pessoas e na apreensão de bens avaliados em até R$ 1,1 bilhão. A ação visa desarticular um grupo criminoso com ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), suspeito de lavar dinheiro e fraudar o fisco através de um complexo esquema financeiro.

PCC como ‘plataforma de serviços’

Segundo o delegado Fernando David, titular da 3ª Divisão de Investigações Gerais (DIG), a participação direta do PCC no esquema chama a atenção. “Existe uma torpeza, para algumas empresas, alguns empresários, de se conectar com o PCC, que virou uma verdadeira plataforma de serviços para quem quer aumentar os lucros”, afirmou David em entrevista coletiva.

Esquema de lavagem de dinheiro

A investigação revelou que a venda de produtos eletrônicos era realizada por uma plataforma principal no Brasil, mas os pagamentos eram desviados para empresas de fachada, que funcionavam como contas de passagem. As notas fiscais eram emitidas por outras empresas, configurando uma sistemática confusão patrimonial com o objetivo de fraudar o fisco, credores e o sistema judiciário.

Em apenas sete meses, a movimentação financeira apurada chegou a R$ 1,1 bilhão, criando uma discrepância significativa entre o fluxo de caixa real e o patrimônio auditável das empresas operacionais.

Objetivo: asfixia financeira

O promotor Ivan Agostinho, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), explicou que o objetivo da operação é a “asfixia financeira” das organizações criminosas, considerada o único caminho eficaz para combatê-las. A investigação apurou o escamoteamento de objetos e de patrimônio.

Bens bloqueados

O Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp), do MPSP, obteve o sequestro de valores de até R$ 1,1 bilhão. Entre os bens já identificados e bloqueados estão R$ 25 milhões em imóveis de luxo, veículos, dezenas de contas bancárias em nome de laranjas e diversas aplicações financeiras.

Os crimes fiscais identificados serão comunicados formalmente aos órgãos competentes para as devidas providências.

Com informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e do Ministério Público de São Paulo