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domingo, 26 de julho de 2026

Dias Toffoli pede para deixar relatoria de investigação sobre o Banco Master

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou a sua saída da relatoria do inquérito que investiga fraudes envolvendo o Banco Master. A decisão ocorre após uma reunião convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para discutir um relatório da Polícia Federal (PF). O documento da PF aponta menções ao ministro encontradas em mensagens de celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master.

Com a solicitação de Toffoli, caberá agora a Fachin redistribuir o caso para outro integrante do STF. Em nota oficial, os demais ministros da Corte manifestaram apoio a Dias Toffoli, afirmando que não há motivos para suspeição ou impedimento do colega.

Apoio da Corte e nota oficial

A nota conjunta dos ministros destaca o apoio pessoal a Toffoli, ressaltando sua dignidade e a inexistência de qualquer impedimento. A Corte também salientou que o ministro atendeu a todos os pedidos feitos pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.

A comunicação oficial do STF, assinada pelos dez ministros em 12 de fevereiro de 2026, reforça que a saída de Toffoli da relatoria foi a seu pedido. A decisão considera a prerrogativa do ministro de submeter questões à Presidência para o bom andamento dos processos e os altos interesses institucionais. A Presidência do STF acolheu a comunicação de Toffoli para que os feitos sob sua relatoria sejam enviados para livre redistribuição.

Reunião e contexto da investigação

Durante a reunião, que durou cerca de três horas, os ministros foram informados sobre o relatório da PF que detalha as menções a Toffoli no celular de Daniel Vorcaro, aparelho que foi apreendido durante uma operação de busca e apreensão. O conteúdo dessas menções está sob sigilo judicial.

Inicialmente, a defesa de Toffoli havia pedido para que ele permanecesse como relator do caso. No entanto, diante da pressão pública decorrente de reportagens que informavam sobre irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master e a compra de uma participação em um resort de familiares do ministro, Toffoli aceitou deixar o comando do processo.

Dias Toffoli já havia divulgado nota à imprensa mais cedo, confirmando sua sociedade no resort e afirmando não ter recebido qualquer valor de Daniel Vorcaro.

Com informações da Agência Brasil