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domingo, 26 de julho de 2026

Senador pede afastamento de Toffoli do caso Master na PGR

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta quinta-feira (12) um pedido na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o ministro Dias Toffoli seja afastado da relatoria do inquérito que apura fraudes no Banco Master. O parlamentar, que também é relator da CPI do Crime Organizado, argumenta que há indícios suficientes para questionar a imparcialidade de Toffoli no caso.

Vínculo comercial e credibilidade da investigação

No requerimento enviado à PGR, Vieira sustenta que um vínculo comercial, no qual Toffoli poderia figurar como beneficiário de recursos pagos pelo investigado, compromete a imparcialidade do ministro. O senador ressalta que a justiça não deve apenas ser imparcial, mas também parecer imparcial perante a sociedade, defendendo que a manutenção da relatoria, diante dos fatos relatados pela Polícia Federal, afeta a credibilidade da investigação.

O parlamentar também pede a instauração de uma investigação específica para apurar a relação entre o ministro do STF e a empresa Maridt Participações S.A., controlada por familiares de Toffoli, que teria negociado com fundos de investimento ligados ao Master.

Relatório da PF e reunião no STF

Na última segunda-feira (9), a Polícia Federal (PF) informou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que encontrou uma menção ao nome de Toffoli em uma mensagem no celular do ex-dono do Master, Daniel Vorcaro. O conteúdo da mensagem está sob segredo de justiça.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, já foi notificado sobre o relatório da PF. Em resposta, Fachin convocou uma reunião com ministros do STF para discutir o material entregue pela PF e o teor da defesa de Toffoli. O encontro ocorreu na sala da presidência do STF.

Críticas anteriores e defesa de Toffoli

Toffoli já vinha sendo criticado por permanecer como relator do caso, após reportagens indicarem que a PF encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. Esse fundo comprou participação em um resort que pertencia a familiares do ministro. Em nota divulgada anteriormente, Toffoli confirmou ser sócio do resort e negou ter recebido valores de Daniel Vorcaro.

Caso a PGR acate o pedido de suspeição, a decisão final caberá ao plenário do STF, que julgará o caso por maioria de votos. Não há um prazo definido para que a PGR se manifeste sobre o assunto.

Com informações da Agência Brasil