
Milhares de foliões se reuniram no Aterro do Flamengo neste domingo de carnaval para celebrar a diversidade com o bloco Divinas Tretas. O evento, que se destaca por promover um carnaval sem assédio, atraiu um público diverso, incluindo a comunidade LGBTQIAAPN+.
Um legado de inclusão
O Divinas Tretas tem suas raízes no bloco Toco-Xona, fundado em 2007 como o primeiro bloco LGBTQIA+ do Rio de Janeiro. Renomeado em 2022 após a pandemia, o coletivo mantém o compromisso com a inclusão e a celebração da pluralidade.
Música para todos os gostos
A programação musical do bloco é um reflexo da diversidade brasileira, mesclando samba, axé, piseiro e pitadas de rock, com influências da cena pop. A cantora Karol Gomes destaca que o repertório inclui sucessos de divas internacionais e brasileiras, com o objetivo de animar o público.
Um espaço de acolhimento e liberdade
A DJ Laís Conti descreve sua missão como a criação de um set “democrático e quente”, contribuindo para um ambiente receptivo e seguro. Folionas como a enfermeira Letícia de Almeida Lopes, 26 anos, relatam sentir-se completamente à vontade para expressar sua liberdade carnavalesca, sem medo de julgamentos.
A vendedora Thaísa Galvão, 28 anos, e a analista de operações Jennifer de Oliveira, também de 28 anos, corroboram a sensação de bem-estar e ausência de conflitos. “É o bloco que a gente se sente acolhida. Não tem homem assediando a gente, o que é libertador”, afirma Jennifer.
Lembrança de Marielle Franco
Durante a concentração, o bloco Divinas Tretas aproveitou para conscientizar sobre o julgamento dos envolvidos na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Torres, que ocorrerá nos dias 24 e 25 de fevereiro no Supremo Tribunal Federal (STF). Leques com a agenda do julgamento foram distribuídos à multidão.
A Corte julgará os processos envolvendo Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ; Chiquinho Brazão, ex-deputado federal e irmão de Domingos; Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro; o major da PM Ronald Alves de Paula; e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estão presos preventivamente por suposta participação nos assassinatos ocorridos em março de 2018.
Com informações da Agência Brasil


