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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Empresária passa mal e depoimento é encerrado na CPMI do INSS

O depoimento da empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi abruptamente encerrado nesta segunda-feira (29) após a depoente passar mal. O mal-estar ocorreu durante o interrogatório conduzido pelo relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL).

Suspensão dos trabalhos

Diante da situação, o presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), suspendeu os trabalhos para que Ingrid Santos recebesse atendimento médico da equipe do Senado. A empresária deixou a sessão antes do fim de sua oitiva.

Ligação com a Conafer

Ingrid Santos foi convocada a depor após a recusa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em comparecer à comissão. Ela é esposa e sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos, ambos ligados à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). A entidade é apontada como beneficiária de mais de R$ 100 milhões provenientes de descontos ilegais em benefícios previdenciários.

Acusações e defesa

Cícero Santos é investigado como operador e assessor do presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes. Segundo a CPMI, parte dos recursos desviados teria sido movimentada em contas de empresas das quais Ingrid era sócia. O relator Alfredo Gaspar destacou que a depoente recebeu mais de R$ 13 milhões, lamentando o crime praticado contra aposentados e pensionistas.

Habeas Corpus e silêncio

Antes de seu depoimento, a empresária obteve um habeas corpus concedido pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a autorizava a permanecer em silêncio. Ingrid foi questionada sobre as atividades do marido e seu conhecimento sobre o esquema de descontos indevidos do INSS. Ela alegou desconhecimento sobre a gestão das empresas, afirmando que Cícero Santos era o responsável.

Caso Daniel Vorcaro

Em outro ponto, o presidente da CPMI, Carlos Viana, anunciou que recorrerá da decisão do ministro André Mendonça, do STF, que desobrigou Daniel Vorcaro de depor. Vorcaro, em prisão domiciliar, era esperado para falar sobre irregularidades em empréstimos consignados que causaram prejuízos a beneficiários do INSS.

Prorrogação da CPMI

Viana também informou que solicitou a prorrogação dos trabalhos da CPMI por pelo menos 60 dias, com um pedido protocolado para decisão do presidente do Senado. Sem resposta até o momento, ele cogita recorrer ao STF para garantir a continuidade das investigações, iniciadas em agosto passado.

Com Informações da Agência Brasil