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domingo, 19 de julho de 2026

Estudo do Instituto Esfera aponta necessidade de políticas públicas para mulheres na menopausa

Um estudo divulgado pelo Instituto Esfera, em Brasília, alerta para a urgência de políticas públicas voltadas para as mulheres durante o período da menopausa. A pesquisa, que pede atenção especial para mulheres negras e em vulnerabilidade social, ressalta os impactos na saúde e no trabalho.

Impactos agravados para mulheres vulneráveis

Clarita Costa Maia, pesquisadora responsável pelo estudo, explicou à Agência Brasil que mulheres negras e de comunidades desassistidas enfrentam um peso maior dos efeitos da menopausa. “O que constatamos é que a menopausa tem um componente biológico que atinge mais as mulheres negras e há o cruzamento de vulnerabilidades”, afirmou.

Ameaça no âmbito profissional e familiar

A vulnerabilidade social e racial coloca essas mulheres em posição fragilizada no mercado de trabalho, muitas vezes sendo o arrimo da família. Sintomas da menopausa não tratados podem levar à insustentabilidade profissional, impactando todo o núcleo familiar.

Saúde mental e menopausa precoce

As consequências dos sintomas não tratados se estendem à saúde mental, aumentando o risco de Alzheimer e depressão. O estudo também aponta um fenômeno de menopausa precoce, associado ao modo de vida atual, exigindo maior atenção das redes públicas diante do envelhecimento populacional.

Necessidade de mapeamento e políticas estruturadas

O documento defende um mapeamento nacional sobre a menopausa para compreender a realidade brasileira. A ausência de políticas públicas estruturadas gera custos significativos para a saúde, a Previdência Social e a produtividade nacional. Dados internacionais indicam custos bilionários e queda nos rendimentos das mulheres afetadas.

“Tratar a menopausa como política pública não significa patologizar o envelhecimento feminino, mas reconhecê-lo como etapa legítima do ciclo de vida que demanda cuidado, informação e proteção institucional”, ressalta o estudo.

Maior atenção do Ministério da Saúde

Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, identificou uma crescente atenção na prevenção da saúde da mulher com o envelhecimento populacional. Um fórum recente de mulheres no ministério destacou o grupo de mulheres na menopausa como um dos mais ativos.

Com Informações da Agência Brasil