31 C
Manaus
terça-feira, 14 de julho de 2026

Mulher denuncia clínica após ter cabelo raspado em exame toxicológico para renovação da CNH

Ana Karolina, de 43 anos denunciou uma clínica após ter o cabelo completamente raspado durante um exame toxicológico para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O caso ocorreu na última terça-feira (13), quando a servidora pública Cíntia Oliveira procurou a clínica Credenciados, no Setor de Indústrias Gráficas, para realizar o exame, que é obrigatório para motoristas das categorias C, D e E. Segundo a denúncia, a profissional de saúde raspou todo o cabelo da paciente sem o seu consentimento.

Ela firma que a funcionária que realizou o procedimento começou a raspar e, ao ser questionada sobre o que estava fazendo, apenas respondeu: “Vou ter que raspar, porque o exame é feito na nuca”. A servidora, que tem cabelo comprido e crespo, alega que não foi informada sobre a necessidade do procedimento antes de iniciar a consulta. Ela relatou que, em exames anteriores, os profissionais sempre haviam retirado apenas uma pequena mecha para análise, sem a necessidade de raspar a cabeça.

Em nota, a clínica afirmou que a coleta de fios de cabelo para o exame toxicológico segue protocolos do fabricante do teste. “A contratada, depois de certificada, realizou a coleta, a qual, infelizmente, necessitou de maior área de corte, porque o cabelo da cliente é crespo. A profissional explicou os motivos e a cliente assinou a autorização.” A clínica lamentou o ocorrido e disse ter aberto uma investigação interna.

O laboratório LS Serviços e Produtos Laboratoriais, fornecedor do kit utilizado no exame, afirmou que o procedimento adotado pela clínica “não reflete a conduta ensinada pela empresa” e que o protocolo estabelecido não prevê o corte total dos fios ou a exposição do couro cabeludo. Em nota, o laboratório também informou que abrirá uma sindicância para apurar o caso.

Ana registrou um boletim de ocorrência e afirmou que pretende processar a clínica por danos morais. “Meu cabelo é uma parte muito importante da minha identidade e autoestima. Não é justo que eu tenha que passar por isso porque a profissional não sabia fazer o procedimento corretamente”, disse.