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domingo, 26 de julho de 2026

Jornalista Delson Carlos é morto a facadas por amiga de 10 anos e locadora do seu apartamento

Brasil – O jornalista Delson Carlos Barros, 52 anos, foi encontrado morto na última sexta-feira (24/7) dentro de um apartamento no Edifício Don Lourenzzo, no Setor Bueno, área nobre de Goiânia (GO). A suspeita do crime foi identificada como a amiga de 10 anos da vítima, a dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa, 56, que também teria matado a facadas seu cachorro.

Segundo a Polícia Militar de Goiás (PMGO), Delson estava no apartamento com Renata e outra mulher, supostamente sua companheira. Os três consumiam bebidas alcoólicas quando uma discussão teria terminado em violência.

De acordo com a corporação, Renata esfaqueou o jornalista durante o desentendimento. Após o crime, ela permaneceu trancada no imóvel e se recusou a sair. Diante da resistência, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) assumiram a ocorrência.

Como as negociações não avançaram, o Bope realizou uma intervenção tática para entrar no apartamento, utilizando artefatos explosivos de distração. Renata foi contida, recebeu atendimento médico e foi encaminhada ao Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz, onde permanece sob custódia policial.

A Polícia Civil de Goiás informou que investiga o caso como homicídio e lesão corporal. Até o momento, a motivação do crime não foi esclarecida.

Investigação

Segundo o delegado Eduardo Carrara, responsável pelo flagrante, Renata foi autuada por homicídio consumado e permaneceu em silêncio durante o interrogatório, após optar por falar somente na presença da defesa.

O delegado afirmou que a Polícia Civil ainda vai ouvir testemunhas para esclarecer a dinâmica do crime, incluindo a companheira da suspeita, que também ficou ferida.

“Ainda não tivemos essa informação sobre a motivação. Há versões de que ela tentou defender a companheira e outras de que também a atingiu propositalmente. Tudo isso será apurado”, disse.

Carrara informou ainda que policiais militares relataram que Renata apresentava sinais de embriaguez quando foi encontrada no apartamento. No imóvel, também havia bebidas alcoólicas.

Após audiência de custódia realizada no sábado (25), a prisão em flagrante da dentista foi convertida em preventiva.