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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Delegado do Amazonas é preso suspeito de integrar esquema articulado pelo próprio primo

O Delegado John Allan Cunha Castilho, de 29 anos, e o Investigador Diego Gabriel Rodrigues de Araújo, ambos da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), foram presos durante a segunda fase da operação que apura o roubo de aproximadamente 30 quilos de ouro e R$ 800 mil em dinheiro, avaliados em mais de R$ 23 milhões.

A investigação aponta que o crime foi executado por meio de uma falsa operação em Boa Vista, Roraima. O Influenciador Digital Ivan Luiz Bastos Guimarães, conhecido como “Itz Ivan”, já havia sido preso na primeira fase da operação, realizada no dia 21 de agosto, em Florianópolis (SC).

Segundo as autoridades, “Itz Ivan” é apontado como o mentor intelectual do roubo. Após o crime, ele teria deixado Roraima e se mudado para o sul do país, onde passou a ostentar um padrão de vida elevado e manteve contatos relacionados à negociação de ouro.

De acordo com o Delegado Hugo Cardias, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), o influenciador teria chamado o primo, John Allan Cunha Castilho, para participar do esquema.

“O mentor intelectual teria sido o influenciador que hoje estava residindo em Santa Catarina. Após o roubo, ele se mudou para lá e teria chamado o primo dele, que é delegado de polícia no Amazonas, para participar da ação”, explicou.

Ainda conforme as investigações, John Allan teria recrutado o investigador Diego Gabriel. Os dois viajaram para Roraima e se juntaram aos demais integrantes do grupo que teria utilizado viatura, armas, distintivos e outros elementos para simular uma ação oficial da polícia.

Durante a falsa operação, Diego Gabriel e o oficial identificado pelas iniciais M.H.A.S., de 51 anos, teriam entrado no imóvel onde ocorria a negociação do ouro. John Allan, segundo a polícia, teria permanecido do lado de fora dando suporte à ação.

O material roubado, no entanto, nunca foi apresentado ou encaminhado a qualquer unidade policial.

Ao todo, oito pessoas foram identificadas como suspeitas de envolvimento no esquema. Quatro já haviam sido presas durante a primeira fase da investigação, realizada em Roraima e Santa Catarina.

A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 12 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados, principalmente ligados ao influenciador apontado como articulador do crime.

O oficial M.H.A.S. também é alvo de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Corregedoria Geral da Polícia de Roraima.