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Manaus
sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Três são presos com carga de R$ 100 mil em ‘canetas emagrecedoras’, botox e outros produtos em Manaus

Uma operação do 1º DIP terminou com a prisão de três homens e a apreensão de aproximadamente R$ 100 mil em medicamentos e produtos que seriam comercializados de forma clandestina em Manaus. A ação ocorreu nesta sexta-feira (4) e teve como alvo um suposto esquema de distribuição de substâncias utilizadas em tratamentos terapêuticos e procedimentos estéticos.

Entre os produtos apreendidos estão “canetas emagrecedoras”, botox, retatrutida, tirzepatida e GHK-Cu. A Polícia Civil informou que alguns materiais apresentam suspeitas de falsificação ou adulteração e serão submetidos à análise pericial.

O caso começou a ser investigado há cerca de 20 dias, depois que a polícia recebeu denúncias sobre a entrada irregular dos produtos na capital. A suspeita é de que parte da carga tenha sido trazida do Paraguai e da Guiana para posterior distribuição em Manaus.

Os investigadores passaram cerca de três semanas acompanhando uma vila de quitinetes na rua Dom Pedro I, no São Jorge. Segundo a polícia, o endereço era utilizado para receber e entregar mercadorias e apresentava movimentação considerada suspeita.

Após autorização da Justiça, os policiais cumpriram mandados de busca no imóvel e encontraram cerca de 100 unidades de produtos destinados às áreas medicinal, terapêutica e estética.

A perícia deverá apontar se os materiais são originais, qual a composição das substâncias, a procedência e se apresentam condições adequadas para utilização. A polícia investiga principalmente o risco de produtos falsificados ou sem controle sanitário terem sido aplicados em pessoas.

Octavio César Santos Miranda está entre os presos. Conforme a Polícia Civil, ele já havia sido detido três vezes em ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas e também possui antecedentes por porte ilegal de arma de fogo e receptação.

Também foram presos Ewerton da Silva Trindade e Davimar Costa da Mota.

A investigação permanece em andamento para identificar fornecedores, distribuidores e possíveis estabelecimentos compradores. A polícia também busca descobrir se os produtos suspeitos chegaram a ser utilizados em procedimentos realizados em clínicas, consultórios ou centros de estética.