
Piloto brasileiro investigado por trabalhar para o narcotráfico, Márcio Uebel Hubner, de 49 anos, morreu na Colômbia, infectado por fasciíte necrosante, doença causada por um organismo conhecida como “bactéria comedora de carne”.
Procurado pela Justiça desde 2022, Márcio estava ferido quando foi abandonado pelos seus comparsas na beira de um rio. Ele foi levado por desconhecidos até um hospital na cidade de Inírida, em Guainía.
Durante sua internação, a infecção avançou, à medida que os microrganismos liberaram toxinas capazes de destruir tecidos, gerando necrose em partes de seu corpo.
Os médicos chegaram a avaliar submeter o paciente a uma cirurgia, mas Márcio acabou sofrendo falência múltipla de órgãos antes do procedimento.
O óbito ocorreu no Hospital Renacer Intercultural, no último dia 20 de agosto, cinco dias após ele ter sido identificado pelas autoridades colombianas.
Hubner era procurado desde julho de 2022, após realizar um pouso forçado em Jales, no interior de São Paulo. A aeronave pilotada por ele transportava 656 quilos de cocaína.
À época, Márcio e seu cúmplice conseguiram fugir do local antes que a polícia chegasse e passou a se esconder na selva colombiana. Ele começou a atuar na fronteira entre Brasil, Venezuela e Colômbia, sob as ordens do homem mais procurado do país vizinho, Néstor Gregorio Vera Fernández, mais conhecido como Ivan “Mordisco”, atual líder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).



