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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Em meio à crise, STF gasta R$ 202 mil para serviço de internet nas casas dos ministros da Corte

O Supremo Tribunal Federal (STF) contratou por cinco anos um serviço de internet de alta velocidade para 13 endereços residenciais de ministros da Corte em Brasília. O contrato, firmado após licitação, terá valor de R$ 202,7 mil e será executado pela Claro NXT Telecomunicações S/A.

O serviço foi definido no Pregão 72/2026, cujo edital estabelecia um limite de R$ 205,5 mil. A empresa vencedora, porém, reduziu o valor na disputa e teve sua proposta aceita após apresentar as adequações técnicas exigidas pelo tribunal. A contratação foi concluída no último dia 3 de setembro.

Entre as exigências estão que as velocidades mínimas sejam de 1 Gbps para download e 500 Mbps para upload, com links prioritariamente de fibra óptica, conexão contínua e rede Wi-Fi Mesh com múltiplos pontos de acesso. Cada residência deverá contar com pelo menos três equipamentos para distribuição do sinal pelos ambientes.

O edital também estabelece atendimento técnico durante 24 horas por dia e sete dias por semana e determina que eventuais problemas sejam solucionados em até um dia. Para justificar as exigências, o STF afirma que a estrutura é necessária em razão da “natureza da missão institucional dos senhores ministros”.

Segundo o Termo de Referência da licitação, a estabilidade da conexão e a estrutura de rede são consideradas necessárias para permitir a participação dos ministros em sessões de julgamento e deliberações de urgência com segurança e privacidade.

ainda nas regras de sustentabilidade da contratação. Modems e roteadores fornecidos pela operadora deverão possuir certificação de eficiência energética, com o objetivo declarado de reduzir o consumo de eletricidade nas residências dos ministros.