
Amazonas – Duas mulheres em situações de emergência médica precisaram ser resgatadas de helicóptero em comunidades de difícil acesso no interior do Amazonas, em pouco mais de 24 horas. Uma delas estava em trabalho de parto, enquanto a outra enfrentava uma sequência de crises convulsivas durante aproximadamente dois dias.
A ocorrência mais recente foi registrada na tarde deste sábado (7), quando uma gestante precisou de transporte aeromédico na comunidade ribeirinha Terra Preta, localizada a cerca de 120 quilômetros de Manaus em linha reta. O resgate foi realizado pelo Departamento Integrado de Operações Aéreas (Dioa), após solicitação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), o deslocamento da comunidade até a capital levaria aproximadamente seis horas por via fluvial. Com a utilização do helicóptero, o percurso foi concluído em apenas 35 minutos.
Ao chegar à sede do Dioa, em Manaus, a mulher foi entregue aos profissionais do Samu e encaminhada de ambulância a uma maternidade, onde daria continuidade ao atendimento relacionado ao trabalho de parto.
Mulher enfrentou 48 horas de crises convulsivas
O outro resgate aconteceu na sexta-feira (6), no Assentamento Nazaré, comunidade rural e ribeirinha localizada na Costa do Tabocal, a aproximadamente 80 quilômetros da área urbana de Manaus.
Uma jovem com epilepsia de difícil controle apresentou crises convulsivas sucessivas durante cerca de 48 horas. Ela já realizava tratamento médico na capital e havia passado por uma internação recente, mas começou a apresentar os episódios após uma mudança na medicação.
Diante do agravamento do quadro, o Dioa foi acionado para realizar o transporte de emergência, com acompanhamento de uma médica intervencionista do Samu.
Segundo a médica Alessandra Said, a rapidez da operação foi fundamental para garantir a continuidade dos cuidados e permitir que a paciente chegasse a uma unidade hospitalar em condições mais seguras.
De acordo com o coordenador do Dioa, delegado Rafael Montenegro, um deslocamento que poderia levar de cinco a seis horas foi realizado em 22 minutos na ida e 25 minutos na volta.
Após o resgate, a mulher foi encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, em Manaus.
Dois resgates
As duas ocorrências evidenciam as dificuldades enfrentadas por moradores de comunidades rurais e ribeirinhas do Amazonas para conseguir atendimento médico de urgência.
Em regiões onde o transporte depende dos rios e o acesso terrestre é limitado, uma viagem de várias horas pode representar um obstáculo importante para pacientes que precisam de assistência imediata.
Nas duas operações, o apoio aéreo permitiu reduzir drasticamente o tempo de deslocamento e garantir a transferência das pacientes para unidades de atendimento na capital.


