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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Em Manaus, empresário envolvido com ‘grilagem’ aparece embriagado e agride mulheres em restaurante de luxo

Manaus – Na noite da última terça-feira (16), um grupo de mulheres que preferiram não serem identificadas, foram alvos de agressões físicas e verbais pelo empresário Djalma Castelo Branco, no restaurante gourmet Felicori, localizado na Rua Natal, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul da cidade. As vítimas estavam em um jantar comemorando o dia arquiteto urbanista, quando foram atacadas pelo empresário.

De acordo com a denúncia, as vítimas presenciaram Djalma Castelo Branco (visivelmente alcoolizado) se envolvendo em uma briga com outro homem que não teve sua identidade revelada, e estava indo na direção da mesa das vítimas. Ao perceberem a confusão chegando em sua mesa, o grupo de amigas pediu para que os homens se afastassem e que parassem de brigar. Indignado com a atitude das jovens, o empresário começou a deferir palavras de baixo calão e até mesmo tentou agredir uma das moças presentes no restaurante.

As jovens também relataram na denúncia, que ficaram revoltadas com a postura adotada pelo estabelecimento, que preferiu não interferir e nem tomar providências para controlar a confusão generalizada iniciada pelo empresário. Em vídeo, Djalma aparenta estar bem nervoso e alterado devido ao consumo de bebidas alcóolicas.

Ontem decidimos ir a um dos restaurantes mais caros dessa cidade, onde imaginávamos estarmos seguras para comemorarmos uma data significativa para gente, ao invés disso, fomos agredidas fisicamente e moralmente dentro do estabelecimento comercial e nada fizeram para conter as agressões, deixando a cargo das vítimas ligar para polícia e pedir ajuda, caso contrário sairíamos de lá violentadas, constrangidas e com o caso abafado, como bem queria o restaurante Felicori“, disse uma das mulheres presentes no restaurante.

A polícia foi acionada pelas vítimas para controlar o empresário. Djlama é conhecido em Manaus por ter vários terrenos no bairro Tarumã, Zona Oeste da cidade, e já foi condenado pelo MPF (Ministério Público Federal), por sonegação fiscal.

Segundo fontes dos bastidores, o empresário também é conhecido como “grileiro” que supostamente estaria invadindo terrenos que pertencem a União, e vende tais terrenos no mercado, que inclusive a própria União pertence. A reportagem tentou entrar em contato com Djalma, mas até o final desta matéria não houve nenhum retorno.

Veja vídeo:

 

Empresário acusado de agredir mulheres em restaurante já foi condenado pelo MPF por fraudes fiscais

Em ação penal movida pelo Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas, a Justiça Federal condenou o empresário Djalma de Souza Castelo Branco a cinco anos de reclusão, em regime semiaberto, por sonegação de imposto de renda nos anos de 1998, 1999 e 2003. A condenação incluiu também o pagamento de multa de 140 salários-mínimos vigentes à época dos fatos, corrigidos monetariamente.

Relatório de movimentação financeira apontou que o empresário movimentou mais de R$ 3 milhões nos anos de 1998, 1999 e 2003, por meio de depósitos bancários, sem que as transações financeiras tenham sido registradas em declarações de imposto de renda apresentadas por ele à Receita Federal.

A omissão indevida dos valores gerou crédito tributário de imposto de renda de quase R$ 1 milhão, registrado pela Receita Federal em dois processos administrativos.

A ausência dos registros na declaração de imposto de renda constitui crime contra a ordem tributária, previsto no artigo 1º, inciso I, da Lei nº 8.137/90.

O empresário Djalma Castelo Branco alegou à Justiça Federal que havia aderido ao parcelamento da dívida tributária e conseguiu a suspensão do processo. Após recursos apresentados pelo MPF a diversas instâncias, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu o recurso do MPF e restabeleceu a tramitação do processo, que foi sentenciado pela 4ª Vara Federal no Amazonas.