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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Funarte 50 anos: Manaus sedia ato que projeta o futuro das artes no Brasil

Manaus foi palco do segundo ato nacional de celebração pelos 50 anos da Fundação Nacional de Artes (Funarte), no último sábado (28/02). A programação, realizada no Centro Cultural Palácio da Justiça e no Teatro Amazonas, reuniu artistas, gestores e coletivos teatrais de diferentes regiões do país para refletir sobre memória, continuidade e futuro das políticas públicas para as artes no Brasil.

A ação, que conta com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, integrou o marco comemorativo do cinquentenário da instituição, vinculada ao Ministério da Cultura. A presidenta da Funarte, Maria Marighella, destacou a importância da celebração: “Seguiremos neste marco celebrativo de 50 anos ao lado de artistas, gestores e instituições, afirmando as artes como um ativo de direitos, liberdades e emancipação.”

Preservação da memória em foco

A programação da tarde teve como eixo central a preservação da memória dos grupos teatrais brasileiros. O gestor cultural Márcio Braz apresentou um dos próximos passos institucionais: o mapeamento nacional de grupos de teatro de ação continuada, que será realizado por meio da plataforma Rede das Artes.

“Vamos iniciar uma convocatória nacional para que coletivos compartilhem seus dados. Sabemos que somos muitos, movimentamos a economia, empregamos pessoas e estamos em todo o Brasil, mas isso precisa se tornar visível”, explicou o gestor.

Roda de conversa com grupos históricos

A roda de conversa “Grupos, Memória e Acervos do Teatro Brasileiro” reuniu representantes de coletivos históricos como Grupo Galpão (MG), Bando de Teatro Olodum (BA), Cia Vitória Régia (AM), Grupo Imbuaça (SE), Tá na Rua (RJ), Teatro Experimental de Alta Floresta (MT) e Ói Nóis Aqui Traveiz (RS).

A atriz Rosa Malagueta destacou a importância simbólica do evento na região Norte: “Fazer parte dessa história com tantos artistas reunidos é muito bacana. Saber que a Funarte veio celebrar esses 50 anos na Amazônia, em Manaus, é muito prazeroso.”

Lançamentos e espetáculo

Encerrando a programação no Palácio da Justiça, foi lançado o livro “Por um Museu de Memórias da Cena”, resultado da pesquisa da “Ói Nóis Aqui Traveiz” sobre acervos de grupos longevos do teatro brasileiro. Na ocasião, também foi lançada a edição nº 22 da revista Cavalo Louco.

À noite, a celebração seguiu no Teatro Amazonas com a apresentação do premiado espetáculo Sebastião, do Ateliê 23. A montagem mergulha nas memórias do Bar Patrícia, primeiro reduto gay de Manaus na década de 1970, combinando relatos pessoais, números musicais e vivências LGBTQIAPN+.

Instituída em 1975, a Funarte chega ao seu cinquentenário reafirmando a necessidade de políticas públicas estruturantes para as artes. A celebração em Manaus projetou caminhos para a continuidade do teatro de grupo e para a consolidação de uma política cultural mais ampla, descentralizada e participativa no país.

Com Informações da Agência Amazonas