quinta-feira, 29, outubro, 2020
Vice de Coronel Menezes liberta assaltante preso pela polícia e publica vídeo tentando se promover
Horas após a prisão, o delegado Costa e Silva que é vice de Alfredo Menezes e concorrente direto de Alberto Neto rumo à prefeitura de Manaus, "tomou as dores" da ação e libertou o acusado de cometer o assalto

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Eleições – Na última quarta-feira (7), o candidato ao cargo de prefeito de Manaus, Capitão Alberto Neto, reagiu a um assalto a ônibus da linha 651 no bairro do Coroado, zona Leste de Manaus, durante um bandeiraço e adesivaço com apoiadores. O candidato entregou o suspeito para polícia.

Alberto Neto parou o ônibus, sacou a pistola e rendeu o assaltante até a chegada da viatura. A PM foi acionada pelos passageiros. O ato de Alberto Neto foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais na quarta.

Horas após a prisão, o delegado Costa e Silva que é vice de Alfredo Menezes (Patriotas) e concorrente direto de Alberto Neto rumo à prefeitura de Manaus, “tomou as dores” da ação e libertou o acusado de cometer o assalto e divulgou um vídeo tentando minimizar a prisão e definitivamente “politizou” todo o fato.

O delegado que usou de seu cargo para livrar o acusado de roubo e não deu assistência à vítima do roubo. Bolsonarista e conservador defensor do chamado “bandido bom é bandido morto” acabou se contradizendo, na tentativa de desmoralizar a ação do seu adversário político.

Jornalistas da cidade criticaram a decisão do vice de Menezes por usar seu cargo para benefício político: “Não é esse o comportamento que de espera de um delegado” disse Neuton Correa em entrevista ao programa “Manhã de Notícias“, na Rádio Tiradentes.

Veja o vídeo:

https://www.facebook.com/watch/?v=773338119900561

Pinta de “bom moço”, Costa e Silva é acusado de importunação Sexual

O caso ocorreu em 12 de setembro 2017, onde cinco delegados foram investigados por agredirem e intimidarem um casal que estava no Moai, casa de Show localizada no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus.

De acordo com o relato da vítima, ela estava comemorando o aniversário na casa noturna, quando um dos delegados passou a mão nas partes íntimas dela, sem seu consentimento. Diante da situação, o esposo da vítima reagiu, foi quando o delegado sacou a arma e apontou para o casal juntamente com os outros delegados que estavam Costa de Silva.

Na época, os seguranças da casa noturna retiraram o casal e os delegados do local. No lado de fora do estabelecimento, um dos delegados apertou o pescoço da vítima e fez inúmeras ameaças, dizendo que iriam ‘armar casinha’ para os dois e na ocasião ainda fotografaram o carro das vítimas.

O caso só veio à tona após publicação da vítima nas redes sociais, pois a cúpula da Polícia Civil para manter a ‘boa imagem da instituição’ abafou o máximo que pode o caso. Um inquérito foi instaurado para investigar o caso, mas ocorria em segredo. O Ministério Público entrou no caso juntamente com a Secretária de Segurança Pública (SSP-AM).

Vice ostentação

O vice na chapa de Coronel Menezes ruma à prefeitura de Manaus este ano declarou ao TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral), o valor de R$510 mil em bens (mais de meio milhão recebendo apenas como delegado)

Levando uma vida luxuosa, Costa e Silva ainda possui uma Mercedes, um lancha e um apartamento em um das zonas mais nobre de Manaus, no bairro Ponta Negra, Zona Oeste da cidade.

Pai envolvido em esquema de corrupção

Em 2006, o MPF (Ministério Público Federal) uma lista completa dos indiciados no caso das sanguessugas, dentre eles está o pai de Costa e Silva.

O escândalo dos sanguessugas, também conhecido como máfia das ambulâncias, foi um escândalo de corrupção que estourou em 2006 devido à descoberta de uma quadrilha que tinha como objetivo desviar dinheiro público destinado à compra de ambulâncias. 

Entre os 81 nomes, 11 são ex-parlamentares. eles foram denunciados por corrupção ativa, fraude em licitação e formação de quadrilha no esquema que fraudava a compra de ambulâncias com dinheiro da União. Entre os nomes está o ex-senador Carlos Bezerra, do PMDB, e outros dez ex- deputados, assessores parlamentares e funcionários de empresas envolvidas nas fraudes.

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