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domingo, 26 de julho de 2026

Manaus se prepara para sediar o 9º Fórum Nacional de Museus em 2026

Manaus deu início às articulações para sediar o 9º Fórum Nacional de Museus em 2026. A primeira reunião de organização aconteceu no Palacete Provincial e contou com a presença de representantes do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), do Ministério da Cultura, do Governo do Amazonas e de instituições parceiras. O evento, considerado o maior encontro do setor museal brasileiro, está previsto para ocorrer de 23 a 27 de novembro de 2026.

A cerimônia de abertura está programada para o icônico Teatro Amazonas, com a participação da ministra da Cultura, Margareth Menezes. As atividades do fórum serão distribuídas por diversos espaços culturais da cidade, com a expectativa de atrair aproximadamente mil participantes, incluindo profissionais, gestores, pesquisadores, estudantes e representantes de coletivos culturais. Uma parte da programação também será transmitida online.

Discussões e diretrizes para o setor museal

Com o tema “Participação Social”, o 9º Fórum Nacional de Museus visa promover a escuta qualificada, o diálogo federativo e a consolidação de diretrizes essenciais para o setor. O encontro servirá como um importante instrumento de política pública, reunindo representantes de todas as regiões do país para debater a reformulação do Sistema Brasileiro de Museus, a criação do Sistema de Participação Social do Ibram, a normatização do próprio Fórum e a construção da Política Nacional de Diversidade para Museus e Pontos de Memória.

O secretário executivo de Cultura do Amazonas, Cândido Jeremias, destacou a importância da colaboração para a realização do evento. “É uma honra para o Amazonas sediar o Fórum, fruto de uma construção conjunta entre Governo do Estado, Prefeitura de Manaus, Ministério da Cultura, Ibram e demais instituições parceiras. Estamos preparando uma grande programação para receber os participantes, fortalecendo as políticas públicas para a cultura e a economia criativa, sempre de forma democrática e colaborativa”, afirmou.

Amazônia como palco central

A presidente do Ibram, Fernanda Castro, ressaltou o simbolismo de escolher a Amazônia como sede. “É importante a gente se distribuir em todas as regiões do país, mas, no momento que estamos vivendo no cenário mundial, com emergências climáticas e a necessidade de falar sobre meio ambiente e preservação, é fundamental estarmos aqui. Trazer o Fórum para a Amazônia é discutir o fator amazônico, reforçar que museus e memória são direito de todo o povo brasileiro e mostrar que o Brasil é diverso, com diferentes realidades”, declarou.

A candidatura do Amazonas foi apresentada durante o 8º Fórum, em Fortaleza, e obteve grande apoio dos participantes. “É um sentimento de felicidade absoluta. Quando apresentamos a candidatura do Amazonas, quase todas as pessoas levantaram seus crachás em apoio. É uma oportunidade de mostrar nossos museus, nosso patrimônio histórico, artístico e cultural para o Brasil e para o mundo. Já há caravanas sendo organizadas por outros estados para participar do Fórum”, comentou Aline Santana, diretora do Departamento de Gestão de Museus da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Captação de recursos e parcerias

O evento também impulsiona articulações para captação de recursos via Lei Rouanet. O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Henilton Menezes, apresentou orientações sobre o mecanismo. A Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) atuará como proponente do projeto junto ao Ministério da Cultura, buscando parcerias com empresas nacionais e regionais para viabilizar o evento e fortalecer a parceria público-privada.

A reunião também abordou questões de infraestrutura, logística e articulação institucional entre as esferas federal, estadual e municipal. Participaram representantes de diversas secretarias, institutos e universidades, como a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Ibram, Ministério da Cultura, Iphan, AADC, Ufam, UEA, Suframa, Fieam e Manauscult.

A realização do Fórum em Manaus reafirma o compromisso com a descentralização cultural e o fortalecimento dos museus amazônicos. A expectativa é que o evento projete a região Norte como um centro estratégico para o debate museal brasileiro, ampliando a visibilidade e o intercâmbio cultural.

Com informações da assessoria