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domingo, 26 de julho de 2026

Carnaval seguro: Dicas essenciais para evitar golpes financeiros e curtir a folia

A folia do Carnaval é um momento de alegria e descontração, mas também pode ser um período propício para a ação de criminosos. Para evitar dores de cabeça e prejuízos financeiros, é fundamental estar atento a golpes que se tornam mais frequentes nesta época do ano. Especialistas recomendam cuidados básicos que podem fazer toda a diferença.

Atenção redobrada nas compras e pagamentos

Felipe Paniago, um dos fundadores da plataforma Reclame Aqui, destaca que muitos prejuízos podem ser evitados com medidas simples de prevenção. “Cuidado com o uso de cartão no meio de blocos, ao passá-lo para pagamentos em maquininhas em lugares inseguros. É preciso guardar bem o dinheiro em espécie e, claro, ter cuidado com o uso do celular. São dicas básicas, mas que evitam prejuízos e incômodos”, afirma Paniago.

O golpe da maquininha é um dos mais comuns em locais movimentados, onde há grande circulação de pessoas e consumo imediato. Além da troca de cartões, criminosos utilizam maquininhas adulteradas para roubar dados, realizam cobranças duplicadas com falsas alegações de erro ou alteram valores digitados, transformando a folia em um transtorno.

PIX e segurança digital: cuidados essenciais

Os golpes envolvendo o PIX, especialmente com falsos QR Codes, também são uma preocupação. Para reduzir os riscos, Paniago recomenda ativar senha, biometria ou reconhecimento facial para cada transação. É crucial conferir sempre o valor exibido na tela da maquininha antes de confirmar o pagamento e evitar maquininhas suspeitas. Configurar um limite baixo para o PIX por aproximação e reforçar a segurança do celular com bloqueio de tela e proteção extra para aplicativos bancários são medidas importantes.

Falsos ingressos e abadás: atenção à origem

A venda de ingressos falsos ou de abadás inexistentes também é uma fraude comum. Criminosos criam ofertas tentadoras por meio de redes sociais, sites falsos ou mensagens em aplicativos, com preços abaixo do mercado e senso de urgência. A recomendação é adquirir entradas apenas por plataformas oficiais ou canais reconhecidos, desconfiando de pedidos de pagamento exclusivamente via PIX ou transferências sem garantia.

Um exemplo dessa fraude é o caso da jornalista Alice Gomes, que perdeu R$ 3 mil ao comprar um camarote falso para o Sambódromo do Rio de Janeiro pelo Instagram. “Ela mostrou o ingresso digital e pegou meus dados para fazer a transferência”, relata Alice, que aprendeu a lição e garante que só comprará em sites oficiais daqui para frente.

Com informações da Agência Brasil