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domingo, 26 de julho de 2026

Cheia histórica de rios amazônicos coloca 35 cidades em alerta e emergência

O município de Eirunepé, no Amazonas, encontra-se em situação de emergência devido à cheia de rios amazônicos que afeta o estado em fevereiro. Outras 11 cidades nas regiões sul e sudoeste, próximas aos rios Purus e Juruá, estão em alerta, com a previsão de chuvas acima da média intensificando os riscos.

Mais 13 municípios estão em nível de atenção. Em resposta à iminente elevação dos níveis dos rios, especialmente nas regiões oeste e centro-sul do Amazonas, o governo estadual decidiu antecipar o envio de cestas básicas e outras formas de auxílio às famílias que já sofrem com os impactos.

Segundo a Defesa Civil, o pico da cheia em duas importantes calhas de rios é esperado para as próximas semanas. Essa previsão exige uma mobilização coordenada para assegurar o abastecimento de água e alimentos, a continuidade do transporte, a oferta de serviços de saúde e o suporte às comunidades que se encontram isoladas pela força das águas.

O monitoramento hidrológico indica que 35 cidades estão diretamente impactadas pelas cheias, afetando um total de 173 mil famílias. A situação demanda atenção e ações emergenciais para mitigar os danos.

Ações emergenciais e de prevenção

O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos realizou uma reunião nesta segunda-feira (9) para alinhar as estratégias de prevenção e resposta à cheia dos rios no Amazonas. As medidas incluem o envio de cestas básicas, água potável, caixas-d’água e purificadores, além de kits de higiene e limpeza, medicamentos essenciais e a compra de alimentos provenientes da agricultura familiar local.

A área da saúde terá um papel crucial, com a distribuição de kits de medicamentos, vacinas e soros. Haverá também um monitoramento intensificado de doenças como leptospirose, diarreia, malária e dengue, que tendem a se agravar em cenários de enchentes. Um barco-hospital será direcionado para os municípios considerados prioritários.

Apesar da gravidade da situação atual, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) informa que os principais rios da bacia amazônica ainda se encontram próximos da média histórica. Contudo, o pico das enchentes, que tradicionalmente ocorre em junho, pode ser antecipado ou intensificado pelas condições climáticas atuais.

Com informações da Agência Brasil