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domingo, 26 de julho de 2026

Corpo de terceira vítima de naufrágio no Rio Amazonas é enterrado em Manaus

O corpo de Fernando Grandêz, 39 anos, cantor gospel e terceira vítima confirmada do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, foi sepultado nesta terça-feira (17) em Manaus. O corpo foi localizado na segunda-feira (16), a três quilômetros do local da tragédia, e reconhecido por familiares no Instituto Médico Legal. O vice-prefeito de Nova Olinda do Norte (AM), Cristian Martins, confirmou a identidade do cantor.

Com a confirmação, o número de mortos no acidente sobe para três. As outras vítimas fatais são uma criança de três anos e uma jovem de 22 anos. O naufrágio ocorreu na sexta-feira (13), por volta das 12h30, no Encontro das Águas, ponto de confluência entre os Rios Negro e Solimões. A embarcação saiu de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte e transportava 71 passageiros, que foram resgatados com vida.

Buscas complexas no Encontro das Águas

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas segue com as buscas por cinco pessoas que ainda estão desaparecidas. A operação é considerada complexa devido às características do Encontro das Águas, onde a diferença de temperatura, densidade e a força das correntes entre os rios Negro e Solimões dificultam os trabalhos de mergulho e varredura.

Atualmente, 88 pessoas integram a força-tarefa, com 25 mergulhadores, 15 embarcações, drones, um helicóptero e três sonares. Equipes de Itacoatiara e Parintins também foram mobilizadas, e as buscas já se estendem por mais de 120 quilômetros rio abaixo. O comandante-geral da corporação, coronel Muniz, classificou a ocorrência como de “alto grau de complexidade”, citando fatores hidrodinâmicos e a profundidade elevada na área do acidente.

Piloto da lancha preso e investigado

A Polícia Civil do Amazonas informou que o piloto da embarcação foi preso em flagrante por homicídio culposo. Ele pagou fiança e responderá ao processo em liberdade. A investigação está a cargo da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros. Relatos de sobreviventes indicam que o condutor navegava em alta velocidade e que os passageiros o teriam alertado sobre o banzeiro, ondas turbulentas comuns na região, pouco antes do naufrágio.

Com informações do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e da TV Encontro das Águas, da Rede Nacional de Comunicação Pública