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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Deputada trans sai em defesa de jovem trans que foi convocada pelo Exército: ‘absurdo !’

A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) se pronunciou no último sábado, 28, após o relato de uma jovem trans que foi convocada para servir ao Exército viralizar nas redes sociais. No vídeo, Victória Mendes, de 18 anos, chora e mostra desespero ao falar da convocação para o serviço militar.

“Fiz de tudo pra que revertessem [a decisão], mas escutei coisas que não queria ter escutado […] Expliquei o fato de ser mulher trans, achei que era um direito nosso [ser dispensada]. Tô com muito medo do que vou ouvir lá dentro ou o que vão fazer comigo”, disse Victória na publicação.

Uma mulher trans convocada pelo Exército, chorando, expõe o despreparo e a violência institucional diante da nossa existência.

A convocação é um absurdo ! Conversei agora por telefone com o Ministro da Defesa e vamos construir uma forma de corrigir esse erro. pic.twitter.com/RRjBMYAhDF

— Duda Salabert (@DudaSalabert) March 28, 2026

Duda Salabert, que também é uma mulher trans, fez uma publicação para repercutir o vídeo, informando ter ligado para o ministro da Defesa, José Múcio, para “construir uma forma de corrigir esse erro”.

No Brasil, a apresentação ao serviço militar é obrigatória para homens que completam 18 anos, mas a convocação fica a cargo do Exército, Marinha ou Aeronáutica e a maioria é dispensada.

O Exército ainda não se manifestou sobre a situação.

Pessoas trans podem servir ao Exército?

O Ministério da Defesa prevê que todos os homens entre 18 e 45 anos devem estar aptos a servir ao Exército, salvo algumas exceções, como em casos de inaptidão física ou mental para as atividades militares; objeção de consciência por motivos religiosos, filosóficos ou políticos; ou se o alistado for a única fonte de sustento da família.

Ainda segundo o Ministério da Defesa, homens transexuais (mulheres que fizeram transição para o gênero masculino), com menos de 45 anos, devem alistar-se nas Forças Armadas assim que obtiverem o novo registro civil, refletindo a mudança de sexo e nome.

Enquanto isso, as mulheres trans (homens que mudaram para o gênero feminino), que alteraram seus documentos antes dos 18 anos, deixam de ter a obrigação de se apresentar para o serviço militar obrigatório.