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quinta-feira, 4 de junho de 2026

‘Melzinho do amor’, donos de sex shops são presos por vender produto ilícito

Da redação

Em Paulínia, no interior de São Paulo, dois proprietários de sex shops, de 38 e 40 anos, foram presos em flagrante nessa quinta-feira (11/11) por vender um estimulante sexual conhecido popularmente como “melzinho do amor”. Os dois homens foram indiciados por fabricar, vender, expor à venda e ter em depósito para vender substância nociva à saúde.

No entanto, os homens foram liberados após cada um deles pagar R$1.100 de fiança. Nos sex shops, localizados no Jardim Planalto, a polícia apreendeu quase 2,8 mil sachês da substância que é ilegal e proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A atividade ilícita dos donos de sex shops foi descoberta após investigação dos agentes da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) local.

Divulgação

O “melzinho do amor” é vendido com as promessas de melhorar o desempenho sexual e ser 100% natural. No entanto, a agência reguladora proibiu, em maio, a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso da substância que pode trazer sérios riscos à saúde.

Os policiais encontraram 2 792 sachês do estimulante sexual que tem a comercialização, propaganda e fabricação proibida pela Anvisa no Brasil, por poder apresentar riscos à saúde.

Uma análise do Laboratório de Toxicologia Analítica do Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp encontrou no “melzinho do amor” elementos como Sildenafila e Tadalafila. Essas substâncias são usadas no tratamento da disfunção erétil e podem provocar reações adversas graves, incluindo morte.