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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Promotoria pede júri popular para PMs envolvidos na chacina de Paraisópolis

O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça que os 13 policiais militares acusados na chacina de Paraisópolis, ocorrida em dezembro de 2019, sejam submetidos a júri popular. Nove jovens morreram durante um baile funk na comunidade DZ7, na capital paulista.

A promotora de Justiça Luciana André Jordão Dias apresentou o pedido em suas alegações finais, em uma audiência de instrução no Tribunal de Justiça de São Paulo. O processo atual visa determinar se os policiais serão levados a julgamento por um corpo de jurados, composto por sete cidadãos selecionados da população, que decidirá sobre a culpa ou inocência dos réus em crimes dolosos contra a vida.

Policiais respondem por homicídios qualificados

Os 13 policiais militares respondem por lesões corporais e homicídios triplamente qualificados. As qualificadoras incluem motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e meio cruel associado ao perigo comum.

Segundo a promotoria, as investigações e os elementos coletados durante o processo indicam que os policiais agiram de forma a assumir o risco de causar mortes. O fechamento das vias de acesso ao local do baile, a impossibilidade de fuga para os jovens e o pânico generalizado são citados como fatores que contribuíram para a tragédia. O uso desproporcional de força pela polícia também é apontado.

A manifestação do Ministério Público detalha que a multidão presente no baile foi encurralada pelos policiais e empurrada para a Viela do Louro, um espaço considerado inadequado para o grande número de pessoas ali reunidas.

O massacre em Paraisópolis

O trágico evento ocorreu na noite de 1º de dezembro de 2019. As vítimas fatais, com idades entre 14 e 23 anos, foram Gustavo Cruz Xavier, Denys Henrique Quirino da Silva, Marcos Paulo de Oliveira Santos, Dennys Guilherme dos Santos Franco, Luara Victoria de Oliveira, Eduardo Silva, Gabriel Rogério de Moraes, Bruno Gabriel dos Santos e Mateus dos Santos Costa.

Na época, a Polícia Militar alegou que os agentes reagiram a um ataque de criminosos que teriam disparado contra viaturas e corrido em direção ao baile funk. A versão oficial da corporação sustentava que as vítimas morreram pisoteadas, uma narrativa contestada pelas famílias dos jovens assassinados.

Com informações da Agência Brasil