domingo, 27, setembro, 2020
Saiba porque a declaração do Ministro de Segurança à PF complica defesa de Bolsonaro

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Nesta terça-feira (23), em depoimento à Polícia Federal (PF), o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nunca teve “óbices ou embaraços” para nomear e trocar nomes da equipe de sua segurança pessoal do Rio de Janeiro ou de qualquer outro local.

A declaração do general Heleno contradiz a justificativa de Jair Bolsonaro, que afirmou que suas declarações na reunião ministerial do dia 22 de abril se referiam às suas supostas dificuldades em trocar sua segurança pessoal, e não à uma tentativa de interferência na Polícia Federal, conforme constatado pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

“Não houve óbices ou embaraços. Por se tratar de militares da ativa, as substituições do Secretário de Segurança e Coordenação Presidencial, do Diretor do Departamento de Segurança Presidencial e do Chefe do Escritório de Representação do Rio de Janeiro foram decorrentes de processos administrativos internos do Exército Brasileiro”, escreveu Heleno em ofício à PF.

No vídeo da reunião, divulgado após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, Bolsonaro reclama de relatórios da inteligência da PF e afirma que iria “interferir” nos órgãos, olhando em seguida para o ex-ministro Moro.

“Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro oficialmente e não consegui. E isso acabou. Eu não vou esperar foder minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura. Vai trocar; se não puder trocar, troca o chefe dele; não pode trocar o chefe, troca o ministro. E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira”, afirmou o presidente da República durante a reunião ministerial do dia 22 de abril de 2020.

Investigadores entendem que, apesar do uso da palavra “segurança”, Bolsonaro se referia à sua intenção de trocar o superintendente da PF do Rio de Janeiro para favorecer seus filhos, que são investigados no estado.

Um ofício da PF ao STF avisou ao ministro Celso de Mello que “nos próximos dias torna-se necessária a oitiva” de Jair Bolsonaro a respeito das suspeitas de interferência ilegal na polícia.

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