segunda-feira, 26, outubro, 2020
Zanin após ser alvo da Lava Jato: ‘Querem tirar foco da defesa de Lula’

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Nos últimos anos foi comum ver o advogado Cristiano Zanin vir a público protestar contra ações policiais que miravam seus clientes, sobretudo quando o alvo era o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desta vez, porém, Zanin manifesta-se em causa própria.

Nesta quarta-feira (9), uma ação de busca e apreensão teve o objetivo de vasculhar a casa e o escritório do advogado. É o próprio Cristiano Zanin acusado de chefiar um esquema de desvio de dinheiro por meio da Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Rio de Janeiro), que envolvia, segundo investigadores, tráfico de influência no TCU (Tribunal de Contas da União) e no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Assim como aconteceu nos casos da Lava Jato envolvendo Lula, Zanin acusa o juiz do caso, Marcelo Bretas, de não ser imparcial e diz que a Lava Jato quer intimidá-lo, para atrapalhá-lo na defesa do ex-presidente.

“Esse é o objetivo da Lava Jato. Me tirar ou tirar o meu tempo da defesa do presidente Lula e nos outros casos em que eu atuo. Só que isso não vai acontecer.”

A Procuradoria afirma na operação, batizada de E$quema S, que o escritório de Zanin, uma sociedade com Roberto Teixeira, compadre de Lula, recebeu da federação comercial R$ 67,8 milhões de 2013 a 2016. A investigação partiu da delação de Orlando Diniz, ex-presidente da federação, preso em 2018.Pergunta – Qual era a relação do sr. com Orlando Diniz [ex-presidente da Fecomércio-RJ e hoje delator]?

Cristiano Zanin – O nosso escritório foi contratado pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro em 2012 e passou a prestar serviços ao longo de anos em litígio que a federação, que é uma entidade privada, tinha com a Confederação Nacional do Comércio, outra entidade privada.

Cumprimos o contrato, prestamos todos os serviços e temos isso amplamente documentado. Só no nosso sistema de controle do escritório, estão registradas 1.400 petições relativas ao caso, 12.400 horas [de trabalho] divididas entre 77 diferentes colaboradores do nosso escritório.

O sr. diz que a federação é uma entidade privada. Mas a denúncia diz que o sr. teve participação em um termo de cooperação que direcionou recursos do Sesc e do Senac do Rio, entidades que recebem verba pública, para a Fecomércio. Como o sr. vê essa afirmação?

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