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terça-feira, 21 de julho de 2026

Audiovisual brasileiro busca fortalecer intercâmbio com Índia e Coreia do Sul

O setor audiovisual brasileiro está expandindo suas fronteiras através de uma missão oficial inédita à Índia e à Coreia do Sul, integrada à agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pela primeira vez, uma delegação da cadeia produtiva do audiovisual e da economia criativa, articulada pela Federação da Indústria e Comércio do Audiovisual Brasileiro (FICA), participa de encontros estratégicos com os dois países asiáticos.

Expansão e maturidade do setor

Segundo Walkíria Barbosa, presidente da FICA, a missão reflete a maturidade institucional do setor. “O objetivo é aproximar mercados, diversificar formas de financiamento e ampliar a exportação do conteúdo nacional”, declarou Barbosa. Ela ressaltou que a FICA, criada em outubro de 2026, surge em um momento crucial, onde o audiovisual se consolida como “vetor de desenvolvimento econômico, tecnológico e diplomático”.

Impacto econômico e soft power

Dados recentes da Oxford Economics e da Motion Picture Association (MPA) indicam que a indústria audiovisual brasileira gerou R$ 70,2 bilhões ao PIB em 2024, sustentou mais de 600 mil empregos e arrecadou cerca de R$ 9,9 bilhões em tributos. O bom desempenho internacional do cinema nacional, com vitórias e indicações ao Oscar, também fortalece a percepção do Brasil como um polo criativo competitivo.

Eixos da missão e inspiração em modelos asiáticos

Os objetivos da missão incluem a apresentação do mercado audiovisual brasileiro, a busca por oportunidades de coprodução e distribuição internacional, a discussão de modelos de financiamento e a troca de tecnologia. A estratégia se inspira na “onda coreana” (Hallyu), que posicionou a Coreia do Sul como potência cultural global através da articulação entre política pública, indústria e estratégia exportadora.

Financiamento e parcerias estratégicas

A presidente da FICA destacou a importância dos Fundos de Investimento em Participações (Funcines) para atrair capital privado e incentivos fiscais, visando reduzir riscos e atrair investimentos estrangeiros, inclusive da Ásia. A missão ocorre em paralelo à Cúpula de Inteligência Artificial na Índia, reforçando o engajamento do Brasil em fóruns internacionais.

Com Informações da Agência Brasil