
O Carnaval do Rio de Janeiro reafirmou seu compromisso com a inclusão e a diversidade neste sábado (21), com a abertura do desfile das campeãs de 2026 na Marquês de Sapucaí pela escola Embaixadores da Alegria. A agremiação, pioneira mundial em ser dedicada a pessoas com deficiência, celebrou seus 20 anos de existência reunindo cerca de 1.200 componentes, entre pessoas com e sem deficiência.
Inclusão social através da arte
Fundada por Paul Davies e Caio Leitão, a Embaixadores da Alegria utiliza a cultura, o samba, a arte e a educação como ferramentas para a inclusão social, buscando ampliar oportunidades e combater estigmas. O samba-enredo deste ano, “20 anos de alegria abrindo alas para a diversidade”, foi composto por Pretinho da Serrinha e Fred Camacho, embalado por uma bateria de 280 ritmistas.
Saúde mental em destaque na Avenida
A ala dedicada à saúde mental contou com a participação do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro (CPRJ), unidade gerida pela Fundação Saúde e administrada pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). O CPRJ desfila com a Embaixadores da Alegria desde 2009.
Este ano, 45 integrantes do CPRJ participaram, incluindo profissionais de saúde, residentes médicos e pacientes de projetos da instituição. Destaque para o grupo musical Harmonia Enlouquece, formado por pacientes psiquiátricos, que em abril próximo completará 25 anos de existência. Outros projetos como o Bem-arteiras, o Programa de Atenção à Terceira Idade (Pater) e o Programa de Geração de Renda também marcaram presença.
Superação e potência de vida
O diretor-geral do CPRJ, Francisco Sayão, destacou a importância do desfile para afirmar que ninguém está sozinho e que as limitações impostas pela deficiência não anulam a capacidade de sentir alegria e criar. “Estar na Avenida é afirmar que ninguém está sozinho. A doença pode impor limitações, mas não define a capacidade de sentir alegria, criar, conviver e ocupar espaços. Quando desfilamos juntos, mostramos que é possível superar dificuldades, vencer o medo do julgamento e romper com o rótulo da incapacidade. O Carnaval nos dá essa força coletiva, cada um acreditando que pode se divertir e mostrar ao mundo que saúde mental também é potência de vida”, afirmou.
O CPRJ, localizado na Gamboa, aposta na escuta, na cultura e no protagonismo do paciente, servindo como modelo de referência em saúde mental ao romper com práticas excludentes e investir em atividades de interação constante com os usuários.
Fortalecendo a rede de atenção psicossocial
A saúde mental foi amplamente representada na avenida com a participação do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ipub/UFRJ), do Instituto Municipal Philippe Pinel e do Instituto Cultural Dona Ivone Lara, fortalecendo a rede pública de atenção psicossocial no estado do Rio de Janeiro.
Com Informações da Agência Brasil


