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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Escolas ‘jovens’ desafiam tradição na disputa pelo título da Série Ouro do carnaval carioca

A Série Ouro do carnaval do Rio de Janeiro, que desfila neste sábado (14), promete uma disputa acirrada entre escolas de samba tradicionais e agremiações mais recentes. A vitória garante uma vaga no cobiçado Grupo Especial em 2027. Entre as “novinhas” que buscam o título estão a União de Maricá e a Botafogo Samba Clube.

União de Maricá aposta em carnavalesco renomado

Fundada em 2015, a União de Maricá participa pela terceira vez da Série Ouro com um trunfo de peso: o carnavalesco Leandro Vieira. Campeão da Série Ouro em 2022 com a Império Serrano e com títulos no Grupo Especial (2016, 2019 com a Mangueira e 2020 com a Imperatriz Leopoldinense), Vieira traz para a avenida o enredo “Berenguendéns e Balangandãs”.

O enredo, segundo o carnavalesco, busca contar “um pouco a história que a história não conta”, explorando a simbologia dos balangandãs para além do ornamento. A ideia é destacar a história de identidade, rebeldia e transgressão protagonizada por mulheres negras que, através de suas conquistas diárias, acumularam joias como forma de poupança e ascensão à liberdade.

Leandro Vieira ressalta o caráter pedagógico do enredo, que visa popularizar uma história de luta e orgulho para a comunidade. Ele também destaca o crescente envolvimento da comunidade de Maricá na construção do carnaval, vendo a escola como um investimento que se fortalece com a participação ativa dos moradores.

Botafogo Samba Clube: a “Estrela Solitária” na Sapucaí

Criada em 2018, a Botafogo Samba Clube é outra escola jovem que ascendeu rapidamente. Após estrear na Série D em 2019 e passar pela Série Prata, a agremiação chegou à Série Ouro em 2025, tornando-se a primeira escola ligada a um time de futebol a desfilar na Marquês de Sapucaí.

Com o pavilhão que ostenta a estrela branca em fundo preto, a “Estrela Solitária” apresentará o enredo “O Brasil que floresce em arte”, uma homenagem ao paisagista Roberto Burle Marx, desenvolvido pelos carnavalescos Raphael Torres e Alexandre Rangel.

O desfile promete explorar as pinturas abstratas que inspiraram os jardins modernistas de Burle Marx, o paisagismo moderno com destaque para o calçadão de Copacabana, o amor do artista pela flora brasileira e suas expedições pelos biomas do país. O encerramento será com uma alegoria representando o Sítio de Burle Marx, seu legado vivo e laboratório botânico.

Ordem dos desfiles da Série Ouro 2026:

Sexta-feira – 13 de fevereiro

Sábado – 14 de fevereiro

Com informações da Agência Brasil