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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Brasil capta US$ 4,5 bilhões em títulos soberanos no mercado internacional

O Tesouro Nacional anunciou nesta segunda-feira (9) a bem-sucedida primeira emissão de títulos soberanos do Brasil no mercado internacional em 2026, captando US$ 4,5 bilhões. A operação, realizada nos Estados Unidos, envolveu a emissão de um novo título de dez anos, o Global 2036, e a reabertura do título de 30 anos, o Global 2056.

Emissão recorde do Global 2036

O título Global 2036, com vencimento em 22 de maio de 2036, foi emitido no valor de US$ 3,5 bilhões. Este montante representa um recorde para papéis de dez anos do Tesouro Nacional. Os investidores receberão juros de 6,4% ao ano, com um cupom de 6,25% pago semestralmente. O spread de 220 pontos-base (2,2 pontos percentuais) acima dos títulos do Tesouro dos EUA reflete o risco percebido dos papéis brasileiros.

Apesar dos juros serem ligeiramente maiores que na emissão anterior de títulos de dez anos (6,2% ao ano em novembro), o spread também apresentou um aumento em comparação com os 210,9 pontos registrados na ocasião.

Global 2056 atinge spread histórico

No que diz respeito ao título de 30 anos, o Global 2056, o Brasil captou US$ 1 bilhão com vencimento em 12 de janeiro de 2056. A taxa de juros será de 7,3% ao ano, com um cupom de 7,25% anual. O spread foi de 245 pontos-base (2,45 pontos percentuais) sobre os títulos de 30 anos do Tesouro americano.

De acordo com o Tesouro, este spread é o mais baixo para um título brasileiro de 30 anos no mercado internacional desde julho de 2014. Comparado à emissão anterior do Global 2056 em setembro passado, tanto os juros quanto o spread apresentaram queda.

Alta demanda demonstra confiança do mercado

A operação registrou uma demanda 2,7 vezes superior ao volume ofertado, com o livro de ordens alcançando aproximadamente US$ 12 bilhões. O Tesouro Nacional destacou que os resultados, com alta demanda, volume expressivo e spreads baixos, evidenciam a confiança dos investidores na dívida soberana brasileira e a percepção favorável do mercado internacional quanto à credibilidade do país.

A emissão foi coordenada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo. Os recursos captados serão incorporados às reservas internacionais do Brasil em 19 de fevereiro.

Com informações da Agência Brasil