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segunda-feira, 27 de julho de 2026

BRB apresenta plano ao Banco Central para recompor capital após perdas com Master

O Banco de Brasília (BRB) apresentou nesta sexta-feira (6) ao Banco Central (BC) um Plano de Capital com o objetivo de recompor seu balanço e reforçar a liquidez da instituição em um prazo máximo de 180 dias. O documento foi entregue pessoalmente pelo presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan, com a presença do secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias.

Segundo o BRB, o plano contém ações preventivas que serão implementadas caso a necessidade de aporte do governo do Distrito Federal (GDF) seja comprovada, o que dependerá da conclusão de investigações em andamento. A iniciativa visa garantir a sustentabilidade da instituição, preservar a estabilidade das operações e assegurar transparência a clientes, investidores e parceiros.

Embora o BRB não tenha divulgado valores em seu comunicado oficial, depoimentos à Polícia Federal no fim do ano passado indicaram que as operações com o Banco Master teriam provocado um rombo de R$ 5 bilhões no balanço do BRB. O banco não detalhou as ações apresentadas, apenas reforçou que o plano protege os clientes e garante o funcionamento da instituição.

Possibilidades de levantamento de capital:

Em tese, o BRB dispõe de cinco possibilidades para levantar capital. As medidas que envolvem recursos do governo distrital requerem aprovação da Câmara Legislativa do DF. O plano busca injetar liquidez, reduzir o tamanho da instituição e diminuir a necessidade de novos aportes do controlador, em um cenário de restrições fiscais.

Informações divulgadas pelo jornal O Estado de S.Paulo indicam que o BRB teria vendido cerca de R$ 5 bilhões em ativos de alta qualidade, como crédito consignado e antecipação de saques do Fundo de Garantia, para conter a fuga de capitais após a liquidação do Banco Master e o avanço das investigações sobre operações consideradas irregulares.

O mesmo jornal reportou que o BRB está em negociação para vender quase R$ 1 bilhão em carteiras de crédito concedidas a estados e municípios, com garantias do Tesouro Nacional, operação que pode render cerca de R$ 730 milhões em valor presente. Adicionalmente, o banco busca desfazer-se de fundos de investimento adquiridos do próprio Banco Master.

As apurações em curso investigam a compra, pelo BRB, de aproximadamente R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Master, com ativos superfaturados ou inexistentes. Deste montante, o BRB afirma que cerca de R$ 10 bilhões já foram substituídos ou liquidados e nega o bloqueio de bens.

Com informações da Agência Brasil