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sexta-feira, 5 de junho de 2026

CNI acompanha com atenção decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas de importação

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) anunciou nesta sexta-feira (20) que está acompanhando com “atenção e cautela” os desdobramentos da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar tarifas sobre produtos importados, impostas globalmente pelo ex-presidente Donald Trump. Segundo a entidade, a suspensão dessas tarifas sobre produtos brasileiros poderia gerar um impacto de US$ 21,6 bilhões nas exportações para os Estados Unidos, com base em dados de 2024 do United States International Trade Comission (USITC).

Impacto no comércio bilateral

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a “relevante parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos” e o impacto significativo de medidas dessa natureza no comércio brasileiro.

A decisão da Suprema Corte específicaamente derruba tarifas impostas com base na International Emergency Economic Powers Act (Ieepa). No entanto, outras tarifas, como as da seção 232 da Trade Expansion Act (ligadas à segurança nacional, como aço e alumínio) e aquelas aplicadas a “práticas consideradas desleais”, permanecem em vigor.

Setores reagem à decisão

Indústria do café celebra revogação

A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) manifestou apoio à decisão, considerando que ela reforça a segurança jurídica nas relações comerciais internacionais. O presidente da Abic, Pavel Cardoso, ressaltou que medidas unilaterais geram incertezas e que previsibilidade e regras claras são fundamentais para o setor.

Plástico e pescado veem alívio e cautela

A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) também acompanha a decisão, que considera um “alívio relevante” ao eliminar parte da imprevisibilidade comercial. Contudo, a associação alerta para uma nova tarifa global de 10% anunciada por Trump, com base na Seção 122 da legislação comercial norte-americana.

Por sua vez, a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) recebeu a notícia com otimismo, projetando um potencial aumento de até 100% nas exportações brasileiras de pescados para os EUA. A entidade vê na reabertura competitiva do mercado norte-americano uma oportunidade estratégica.

Têxtil defende diálogo e previsibilidade

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) também acompanha a decisão com cautela e os desdobramentos políticos. A entidade defende o diálogo e regras claras no comércio internacional, destacando que os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de têxteis e confeccionados.

Com Informações da Agência Brasil