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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Gigante Volkswagen anuncia corte de 50 mil empregos para enfrentar concorrência chinesa

O conselho de supervisão da Volkswagen aprovou, na quinta-feira (3), um plano de transformação que prevê o corte de mais 50 mil postos de trabalho em todo o grupo. A decisão, divulgada pela agência Reuters, representa a reestruturação mais ampla dos 89 anos de história da montadora.

Chamado internamente de “Plano Futuro”, o projeto inclui a análise de alternativas para quatro fábricas alemãs que devem ficar sem modelos a produzir ao longo da próxima década. A medida tenta reagir a tarifas de importação, excesso de capacidade produtiva e à concorrência crescente de rivais chineses.

Os 50 mil novos cortes se somam a uma redução de mesma magnitude já em andamento. A empresa não informou o prazo para a execução dos novos desligamentos nem como as demissões serão distribuídas entre as marcas e regiões do grupo.

Acordo com sindicatos evita confronto direto

O anúncio evita um confronto direto com os sindicatos. A gestão havia considerado convocar uma assembleia-geral extraordinária para impor suas medidas contra trabalhadores e contra a Baixa Saxônia, segundo maior acionista da Volkswagen. Essa possibilidade foi descartada.

O acordo implica ainda uma simplificação da estrutura de conglomerado da Volkswagen e limita a influência do conselho de supervisão, no qual sindicatos e a Baixa Saxônia detêm maioria, sobre decisões estratégicas.

Declaração do CEO

“Este é um sinal forte para o futuro do Grupo Volkswagen. Estamos assumindo responsabilidade por toda a nossa força de trabalho, pelos nossos parceiros e pelos empregos industriais em todo o mundo”, afirmou o presidente-executivo, Oliver Blume, em comunicado