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sábado, 25 de julho de 2026

Mercado financeiro reduz projeção da inflação para 3,91% em 2026

Inflação em 2026: nova estimativa

A expectativa do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi revisada para baixo. A projeção para 2026 caiu de 3,95% para 3,91%, conforme o boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC). Esta é a sétima semana consecutiva de redução na estimativa.

As projeções para os anos seguintes também foram divulgadas: para 2027, a previsão se mantém em 3,8%, enquanto para 2028 e 2029, a expectativa é de 3,5% em ambos os anos.

Meta de inflação e cenário atual

A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, situando os limites entre 1,5% e 4,5%.

Em janeiro, a inflação fechou em 0,33%, impulsionada pela alta nos preços da conta de luz e da gasolina. O acumulado em 2025, segundo o IBGE, atingiu 4,44%.

Taxa Selic e política monetária

O Banco Central utiliza a Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, como principal ferramenta para controlar a inflação. Apesar da queda da inflação e do dólar, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve os juros inalterados pela quinta vez seguida na última reunião.

O Copom sinalizou que poderá iniciar o ciclo de cortes da Selic em março, caso a inflação permaneça controlada e não surjam imprevistos na economia. No entanto, os juros devem se manter em patamares restritivos.

Para o final de 2026, a estimativa para a Selic foi reduzida de 12,25% para 12,13% ao ano. As projeções para 2027 e 2028 indicam reduções para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa básica de juros deve chegar a 9,5% ao ano.

Impacto da Selic

O aumento da Selic visa conter a demanda e esfriar a economia, encarecendo o crédito e incentivando a poupança. Por outro lado, a redução da taxa tende a baratear o crédito, estimular a produção e o consumo, e impulsionar a atividade econômica.

Projeções para o PIB e câmbio

A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano foi levemente ajustada de 1,8% para 1,82%. Para 2027, a projeção é de 1,8%, e para 2028 e 2029, o mercado espera uma expansão de 2% ao ano.

A economia brasileira registrou crescimento de 0,1% no terceiro trimestre de 2025, com avanços na indústria e agropecuária. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%, o melhor resultado desde 2021.

A cotação do dólar no final deste ano está prevista em R$ 5,45, com expectativa de R$ 5,50 para o final de 2027.

Com Informações da Agência Brasil