
A expectativa do mercado financeiro para a inflação em 2026 foi revisada para baixo pela quarta semana consecutiva, atingindo 3,99%. Este valor se encontra dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos (entre 1,5% e 4,5%). A primeira divulgação oficial do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026 será em 10 de fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em dezembro, a inflação registrou alta de 0,33%, impulsionada principalmente pelos aumentos nos preços de transportes por aplicativo e passagens aéreas. Esse resultado levou o IPCA a acumular uma alta de 4,26% ao longo de 2025.
Taxa Selic em foco
O Banco Central (BC) utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como principal ferramenta para controlar a inflação. Atualmente, a taxa está em 15% ao ano. Apesar da queda da inflação e do dólar, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic inalterada pela quinta vez consecutiva em sua última reunião. A taxa permanece no nível mais alto desde julho de 2006.
Em seu comunicado, o Copom indicou a possibilidade de iniciar o ciclo de cortes na taxa de juros já na reunião de março, desde que a inflação continue sob controle e não surjam imprevistos no cenário econômico. A projeção dos analistas de mercado aponta para uma redução da Selic para 12,25% ao ano até o final de 2026, mantendo a mesma previsão divulgada no boletim Focus da semana anterior.
Para os anos seguintes, a expectativa é de novas reduções na Selic: 10,5% ao ano em 2027, 10% em 2028 e 9,5% ao ano em 2029. O aumento da Selic tem como objetivo conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando a poupança, o que pode desacelerar a expansão econômica. Por outro lado, a redução da taxa tende a baratear o crédito, incentivando a produção e o consumo, o que pode pressionar a inflação.
Projeções para PIB e Câmbio
A estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2026 permanece em 1,8%, de acordo com o boletim Focus. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) também se mantém em 1,8%, com expectativa de expansão de 2% para 2028 e 2029.
No terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira apresentou um crescimento de 0,1%, resultado atribuído às expansões da indústria e da agropecuária, o que o IBGE considera como estabilidade. Em 2024, o PIB registrou alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento e a maior expansão desde 2021. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está prevista para 3 de março pelo IBGE.
A previsão para a cotação do dólar ao final de 2026 é de R$ 5,50, patamar que se espera manter até o fim de 2027.
Com informações da Agência Brasil


