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sábado, 25 de julho de 2026

Mercado reduz projeção da inflação para 3,95% em 2026, aponta boletim Focus

A expectativa do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi revisada para baixo. Para 2026, a projeção caiu de 3,97% para 3,95%, conforme o boletim Focus divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central. Esta é a sexta semana consecutiva de redução na previsão para o IPCA de 2026.

As projeções para os anos seguintes também foram divulgadas. Para 2027, a estimativa da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para ambos os anos.

Meta de inflação e o papel da Selic

A previsão atual para a inflação em 2026 está dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, fixando o limite entre 1,5% e 4,5%.

Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente em 15% ao ano, a taxa não sofreu alterações pela quinta vez consecutiva na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). No entanto, o Copom sinalizou que poderá iniciar um ciclo de cortes na reunião de março, caso a inflação permaneça sob controle.

A expectativa do mercado é que a Selic termine 2026 em 12,25% ao ano. As projeções para 2027 e 2028 indicam reduções adicionais, para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa básica de juros deve chegar a 9,5% ao ano.

Projeções para o PIB e o câmbio

A estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2026 permaneceu em 1,8%, segundo o boletim Focus. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) também ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro projeta uma expansão do PIB de 2% ao ano.

Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento e a maior expansão desde 2021. Quanto ao câmbio, a previsão para o dólar no final de 2026 é de R$ 5,50, mesmo patamar esperado para o fim de 2027.

Com informações da Agência Brasil