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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Negócios em favelas cresceram e superaram a marca da metade após a pandemia

Mais da metade dos negócios existentes em favelas brasileiras foram abertos a partir do período da pandemia de COVID-19. A informação revela uma mudança significativa no cenário empreendedor dessas comunidades.

A análise sugere que o empreendedorismo, para muitos, deixou de ser uma escolha planejada e se tornou uma necessidade imposta pela escassez de oportunidades no mercado formal de trabalho ou pela urgência em gerar renda.

A pesquisa, divulgada pelo Data Favela, também aponta os principais obstáculos enfrentados por esses empreendedores, sendo a falta de capital (51%) e a dificuldade de acesso ao crédito (25%) os desafios mais citados.

Economia das comunidades e o papel do empreendedorismo

As comunidades brasileiras movimentam cerca de R$ 300 bilhões por ano, segundo o Data Favela. O surgimento de novos negócios nessas áreas é visto como um motor para o desenvolvimento local, gerando empregos, mesmo que informais, e fortalecendo a economia local.

Pequenos empreendedores tendem a realizar suas compras dentro da própria comunidade, o que fortalece outros negócios locais e cria um ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico.

Perfil dos moradores de favelas

O Censo 2022, realizado pelo IBGE, indicou que 8% da população brasileira reside em favelas, o que equivale a 16,4 milhões de pessoas. As mulheres representam 51,7% dos habitantes dessas áreas, enquanto pretos e pardos somam 72,9%.

Ferramentas como crédito acessível, soluções de gestão e a digitalização de processos são consideradas primordiais para a construção de uma economia mais forte e sustentável nas favelas, conforme aponta Karina Meyer, diretora de Marketing da VR.

Com informações da assessoria