
Mais da metade dos negócios existentes em favelas brasileiras foram abertos a partir do período da pandemia de COVID-19. A informação revela uma mudança significativa no cenário empreendedor dessas comunidades.
A análise sugere que o empreendedorismo, para muitos, deixou de ser uma escolha planejada e se tornou uma necessidade imposta pela escassez de oportunidades no mercado formal de trabalho ou pela urgência em gerar renda.
A pesquisa, divulgada pelo Data Favela, também aponta os principais obstáculos enfrentados por esses empreendedores, sendo a falta de capital (51%) e a dificuldade de acesso ao crédito (25%) os desafios mais citados.
Economia das comunidades e o papel do empreendedorismo
As comunidades brasileiras movimentam cerca de R$ 300 bilhões por ano, segundo o Data Favela. O surgimento de novos negócios nessas áreas é visto como um motor para o desenvolvimento local, gerando empregos, mesmo que informais, e fortalecendo a economia local.
Pequenos empreendedores tendem a realizar suas compras dentro da própria comunidade, o que fortalece outros negócios locais e cria um ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico.
Perfil dos moradores de favelas
O Censo 2022, realizado pelo IBGE, indicou que 8% da população brasileira reside em favelas, o que equivale a 16,4 milhões de pessoas. As mulheres representam 51,7% dos habitantes dessas áreas, enquanto pretos e pardos somam 72,9%.
Ferramentas como crédito acessível, soluções de gestão e a digitalização de processos são consideradas primordiais para a construção de uma economia mais forte e sustentável nas favelas, conforme aponta Karina Meyer, diretora de Marketing da VR.
Com informações da assessoria


