
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou que o momento atual da política monetária é de “calibragem”, defendendo serenidade e cautela nas decisões da instituição. Em suas declarações, Galípolo comparou o BC a um “transatlântico” em oposição a um “jet ski”, indicando que a entidade não pode realizar “grandes movimentos e mudanças”, mas sim se mover de forma “comedida e segura”.
Estabilidade como norte
Para os próximos anos, Galípolo destacou que a palavra que norteará os rumos do Banco Central será “estabilidade”. Ele ressaltou que o mandato da instituição é garantir a estabilidade monetária e financeira, e que a transparência será um pilar dessa agenda, simbolizada por um “quadrado vazado” como futuro logo.
Apoio à atuação da PF no caso Master
Durante sua fala, o presidente do BC elogiou a atuação da Polícia Federal (PF) nas investigações sobre a gestão fraudulenta do Banco Master. Galípolo parabenizou o diretor da PF, Andrei Rodrigues, o Ministério Público, o mercado financeiro e a imprensa pela condução do caso, destacando a “coragem e capacidade técnica” dos envolvidos.
Aprimoramento e transparência
Galípolo também mencionou os ataques direcionados ao BC no ano passado, identificados inicialmente como ciberataques, e ressaltou a importância da parceria com outras instituições e o mercado para uma resposta eficaz. Por fim, defendeu o aprimoramento dos instrumentos de fiscalização do Banco Central para prevenir futuras fraudes no sistema financeiro brasileiro, enfatizando que “jogar a luz do sol é sempre o melhor desinfetante”.
Com informações da Agência Brasil

