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domingo, 26 de julho de 2026

Sete estados brasileiros superam a média nacional de crescimento industrial em 2025

Em 2025, a indústria brasileira demonstrou um cenário de contrastes regionais, com sete estados apresentando crescimento anual acima da média nacional de 0,6%. O Rio de Janeiro se destacou como o principal motor de influência positiva na média do país, seguido de perto pelo Espírito Santo. Ambos foram impulsionados pela expansão do setor extrativo, com foco na extração de petróleo e gás natural.

Influência positiva e setores em alta

Bernardo Almeida, analista da pesquisa, explica que o Rio de Janeiro teve seu desempenho alavancado pelo setor extrativo, com aumento na extração de petróleo e gás natural. O Espírito Santo também se beneficiou do crescimento na extração desses mesmos recursos, além do minério de ferro.

Santa Catarina figura como a terceira maior influência positiva, impulsionada principalmente pelos setores de alimentos e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos. No segmento alimentício, destacam-se as carnes e miudezas de aves congeladas, preparações e conservas de peixe, e embutidos de carne suína.

Estados com crescimento abaixo da média e recuos

Três estados registraram crescimento industrial no ano passado, porém, abaixo da média nacional. Em contrapartida, oito localidades pesquisadas viram sua produção industrial encolher, com destaque negativo para o Rio Grande do Sul.

Queda em São Paulo e seus motivos

A queda de 2,2% no desempenho da indústria paulista em 2025 exerceu a maior pressão negativa sobre a média nacional. São Paulo responde por um terço de toda a produção industrial brasileira. Almeida aponta que a retração em setores como derivados do petróleo – com quedas na produção de álcool etílico, óleo diesel, gasolina automotiva, asfalto de petróleo e naftas – contribuiu significativamente para esse resultado. O setor farmacêutico, com redução na fabricação de medicamentos, também foi um fator de peso.

Recuos expressivos em outros estados

Nos estados que registraram quedas superiores a dois dígitos, a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis foi o principal responsável. No Rio Grande do Norte, o recuo de 23,2% foi puxado pela produção de diesel e gasolina. Já no Mato Grosso do Sul, a expressiva depressão de 61,5% foi motivada pela baixa produção de álcool etílico.

Com informações da Agência Brasil