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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Influenciadora trans Malévola é presa no Egito por ‘Insinuação Sexual’: ‘Desesperada’

A influenciadora digital Mariana Alves, mais conhecida como Malévola, foi presa em Alexandria, no Egito, na manhã de terça-feira (20).

Ao lado de uma amiga, ela foi abordada por autoridades locais que pegaram os passaportes e as questionaram sobre serem mulheres transexuais.

A assessoria da influenciadora ressaltou que possui poucas informações até o momento. A equipe acredita que a prisão ocorreu devido denúncias que foram feitas sobre elas serem trans, através de vídeos divulgados no Facebook e no X, antigo Twitter.

Um advogado egípcio está assistindo Malévola, que segue detida. A assessoria informou que o voo dela de volta ao Brasil ocorre hoje (21). No entanto, ainda não sabem se ela poderá retornar nesse dia.

Antes da detenção, Malévola publicou mensagens, nas redes sociais, relatando que as autoridades haviam recolhido os passaportes do grupo e interrompido o passeio. Ela também demonstrou preocupação com as perguntas feitas sobre sua identidade de gênero.

Malévola relatou o momento de tensão através dos stories do Instagram. Segundo a influenciadora, a van em que elas estavam foi parada durante um passeio. Em seguida, as autoridades as encaminharam para a delegacia. “Estamos na delegacia, estamos desesperadas. Eu não sei o que vai acontecer ou o que vão fazer com a gente. Pegaram todos nossos passaportes e pararam nossa van no meio do passeio”, escreveu.

A criadora de conteúdo também pediu ajuda de seguidores e revelou que os policiais haviam feito perguntas sobre a identidade de gênero dela e da amiga, a também influenciadora Bruna Tivo. “Se eu sumir, vocês já sabem. Não sei o que fazer ou pedir para vocês. Eles perguntaram se eu e a Bruna éramos trans e não sabemos de mais nada, estou desesperada. Alguém de Alexandria?.”

Na mesma rede social, Bruna contou que estava na França e relatou a situação que viveu no outro país. “Não estou no Egito com as meninas mais. Tive que voltar para Paris para resolver algumas coisas, as meninas estão no Egito. Se vocês conhecerem algum advogado lá, me avisem aqui”, disse ela.

Para Bruna, a prisão foi motivada por transfobia. “Jogaram vídeos nossos no Egito em um grupo do Facebook. O problema é sobre ser trans”. “Estavam tentando armar com a gente, estou em contato com a embaixada”, escreveu. Até o momento, Malévola e Bruna estão com o perfil do Instagram privado.

Bruna informou que retornou a Paris, na França, antes da detenção da amiga. Segundo ela, Malévola continuava sem celular e permanecia na delegacia. A influenciadora também contestou a versão divulgada pela imprensa local sobre o comportamento das brasileiras durante a viagem.

– No jornal do Egito elas estão saindo como assediadoras, quando a verdade não é essa. Eles assediaram todas nós o tempo todo – concluiu.

O caso ocorre em um país onde pessoas LGBTQIA+ estão sujeitas a discriminação e ações policiais. Embora a legislação egípcia não criminalize expressamente a homossexualidade ou a identidade trans, normas relacionadas à moralidade pública e aos chamados valores familiares podem ser usadas contra essa população.