
A taxa Selic foi reduzida para 14,25% ao ano após decisão anunciada nesta quarta-feira (17) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O corte de 0,25 ponto percentual representa a terceira redução seguida dos juros básicos da economia brasileira.
A medida ocorre em um contexto de desaceleração da inflação, mas ainda cercado por fatores de risco no cenário internacional. Entre eles, o Banco Central destaca os impactos econômicos provocados pelos conflitos no Oriente Médio, que têm pressionado os preços de commodities, combustíveis e alimentos.
A Selic influencia diretamente o custo do crédito no país. Quando a taxa é reduzida, empréstimos e financiamentos tendem a ficar mais acessíveis, favorecendo o consumo e os investimentos. Por outro lado, juros mais altos são utilizados para conter o avanço da inflação.
O Copom informou que o ambiente econômico continua marcado por incertezas e que seguirá monitorando os efeitos da política fiscal, das condições do mercado de trabalho e das expectativas inflacionárias antes de definir novos movimentos na taxa básica.
O colegiado também destacou que a atividade econômica apresentou sinais de recuperação nos últimos meses, embora as projeções para a inflação ainda estejam acima da meta estabelecida para os próximos anos.
De acordo com o Banco Central, a intensidade dos próximos ajustes dependerá do comportamento dos indicadores econômicos e da necessidade de garantir a convergência da inflação para os níveis considerados adequados pela autoridade monetária.


