
Termina nesta segunda-feira (31) o prazo para consumidores renegociarem dívidas bancárias por meio do Novo Desenrola Brasil. Prorrogada no início de agosto, a iniciativa não tem, até o momento, previsão de uma nova extensão.
O programa é destinado a pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários-mínimos, o equivalente a R$ 8.105. Podem ser incluídas dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas há pelo menos 91 dias e, no máximo, dois anos.
Até o início da última semana de agosto, cerca de 5,03 milhões de dívidas haviam sido renegociadas pela modalidade voltada às famílias.
Os débitos somavam originalmente R$ 26,33 bilhões. Após os descontos concedidos nas negociações, o valor caiu para aproximadamente R$ 5,27 bilhões.
Entre as dívidas que podem ser renegociadas estão débitos de cartão de crédito rotativo ou parcelado, cheque especial, crédito pessoal sem consignação e empréstimos contratados para consolidar outras dívidas.
A participação depende da instituição financeira responsável pelo débito, que também deve confirmar se o consumidor e a dívida se enquadram nas regras do programa.
Os descontos variam de acordo com o tipo de crédito e o período de atraso. Para dívidas de cartão de crédito rotativo e cheque especial, a redução pode chegar a 90%.
Os acordos podem ter juros de até 1,99% ao mês, prazo de pagamento de até 48 meses e parcelas mínimas de R$ 50. O limite de renegociação é de R$ 15 mil por beneficiário em cada instituição financeira.
O consumidor não precisa procurar uma plataforma única do governo. A negociação deve ser feita diretamente com o banco responsável pela dívida, por meio de aplicativos, sites, internet banking, telefone, WhatsApp ou atendimento presencial.
O prazo que termina nesta segunda-feira é referente à formalização do acordo.



